Trump chama Espanha de "perdedora" e reitera decepção com o Reino Unido

Presidente dos Estados Unidos teceu críticas aos países europeus em meio ao conflito no Oriente Médio

Alejandra Jaramillo, da CNN
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O presidente Donald Trump voltou a criticar a Espanha em uma entrevista por telefone nesta quinta-feira (5), acusando o país europeu de ser um "perdedor" e "muito hostil à Otan", ao mesmo tempo em que reiterou sua decepção com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

“Temos muitos vencedores, mas a Espanha é uma perdedora, e o Reino Unido tem sido muito decepcionante”, disse Trump ao The New York Post . “Muito hostil à Otan”, acrescentou Trump sobre a Espanha, reclamando ainda que o país não está cumprindo as metas de gastos com defesa da aliança.

"Não sou um jogador de equipe, e também não seremos jogadores de equipe com a Espanha", acrescentou Trump.

Após o presidente ter ameaçado a Espanha com um embargo comercial no início desta semana, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que a Espanha concordou em cooperar com a missão militar dos EUA contra o Irã — uma avaliação que a Espanha negou veementemente.

“Com relação à Espanha, acho que eles ouviram a mensagem do presidente ontem alta e claramente, e, pelo que entendi, nas últimas horas, eles concordaram em cooperar com os militares dos EUA”, disse Leavitt a repórteres em uma coletiva de imprensa na Casa Branca na quarta-feira.

O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, rebateu em entrevista a uma rádio local, dizendo: "Nossa posição não mudou". 

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As agressões entre as partes seguem neste domingo.

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar "ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!".