Trump comemora cancelamento do programa de Jimmy Kimmel

Apresentador fez cometários sobre o assassinato do influenciador trumpista Charlie Kirk na segunda-feira (15)

Alexandra Sarabia, da Reuters
Presidente dos EUA, Donald Trump03/09/2025REUTERS/Brian Snyder  • 03/09/2025 REUTERS/Brian Snyder
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou a decisão da ABC, de propriedade da Walt Disney, de tirar o programa “Jimmy Kimmel Live” do ar na quarta-feira (17), após comentários do apresentador sobre o assassinato de Charlie Kirk terem gerado críticas do chefe da FCC (Comissão Federal de Comunicações).

“Parabéns à ABC por finalmente ter a coragem de fazer o que precisava ser feito”, escreveu Donald Trump em uma publicação na rede Truth Social.

A decisão ocorre após o presidente republicano Donald Trump pressionar repetidamente as emissoras a pararem de exibir conteúdo que ele considera questionável e pedir à comissão que retire as licenças das emissoras.

“'Jimmy Kimmel Live' será suspenso por tempo indeterminado”, anunciou um porta-voz da ABC, sem dar mais detalhes.

A operadora, Nexstar, afirmou que “se opõe fortemente aos comentários recentes feitos pelo Sr. Kimmel sobre o assassinato de Charlie Kirk e substituirá o programa por outra programação em seus mercados afiliados à ABC”.

Durante seu monólogo da última segunda-feira (15) à noite, Kimmel declarou que o movimento Maga estava tentando marcar pontos políticos ao tentar provar que o suposto assassino de Kirk, Tyler Robinson, não fazia parte dele.

“A Gangue Maga está desesperadamente tentando caracterizar esse garoto que matou Charlie Kirk como qualquer coisa que não seja um dos seus e fazendo tudo o que pode para marcar pontos políticos com isso”, disse Kimmel. “Entre as acusações, havia luto.”

Os comentários do apresentador noturno da ABC constituíram “a conduta mais doentia possível”, afirmou o presidente da FCC, Brendan Carr, ao podcaster de direita Benny Johnson, na quarta-feira (17). Carr sugeriu que a FCC poderia agir para revogar as licenças das afiliadas da ABC como forma de forçar a Disney a punir Kimmel.

“Podemos fazer isso do jeito fácil ou do jeito difícil”, disse Carr. “Essas empresas podem encontrar maneiras de mudar a conduta e tomar medidas contra Kimmel, ou haverá mais trabalho para a FCC pela frente.”

Carr acrescentou que as emissoras, incluindo a ABC, “têm uma licença concedida por nós na FCC, e isso traz consigo a obrigação de operar no interesse público”.

Em outro trecho da entrevista, Carr atacou Kimmel chamando-o de “sem talento” e sugeriu que os comentários do comediante noturno demonstravam “algum tipo de irrelevância desesperada”.

Disney e ABC não responderam imediatamente a um pedido de comentário.