Trump critica políticas de energia e imigração do Reino Unido
Em entrevista ao canal Sky News, presidente afirmou que país não esteve presente “quando precisamos deles”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou duramente as políticas de energia e imigração do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, durante uma entrevista por telefone à Sky News na terça-feira (14).
As relações entre Trump e Starmer estão tensas desde que o Reino Unido inicialmente recusou o pedido do presidente americano para usar bases militares britânicas em operações ofensivas contra o Irã, que o país considerou ilegais.
“Gosto do Starmer, mas acho que ele cometeu um erro trágico ao fechar a exploração de petróleo no Mar do Norte”, disse Trump, referindo-se à proibição, imposta pelo atual governo trabalhista, de novas perfurações no Mar do Norte por motivos ambientais.
“Vejam, os preços da energia no seu país são os mais altos do mundo”, continuou o presidente americano, acrescentando que Starmer também havia cometido um erro em relação à imigração, alegando que o país estava sendo “invadido” em meio a políticas governamentais “insanas”.
“Eu amo seu país e adoraria vê-lo prosperar. Mas se vocês têm políticas de imigração ruins e políticas energéticas ruins, vocês têm o pior dos dois mundos. Vocês não podem prosperar, é impossível”, expressou Trump.
Sobre a relação especial dos Estados Unidos com o Reino Unido, Trump reiterou sua posição de que o Reino Unido não esteve presente “quando precisamos deles”.
O presidente americano pareceu lançar uma ameaça ao acordo comercial EUA-Reino Unido, dizendo que “fizemos um bom acordo com eles” e que ele “sempre pode ser mudado”.
Trump sugeriu que o fim da guerra com o Irã estava próximo, afirmando que um acordo antes da visita real era “muito possível”.
As negociações históricas com o objetivo de pôr fim à guerra no Irã, realizadas no Paquistão no fim de semana, terminaram sem um acordo após 21 horas de conversas.
Trump insinuou a possibilidade de novas negociações, declarando ao New York Post na terça-feira que “algo poderia acontecer” no Paquistão nos próximos dois dias.



