Trump defende nos bastidores agente que matou homem em Minnesota, diz fonte

Alex Pretti tinha 37 anos e era morador de Minneapolis

Kristen Holmes, da CNN
O presidente dos EUA, Donald Trump, no Aeroporto Internacional de Palm Beach, na Flórida, em 19 de janeiro de 2026  • Anna Moneymaker/Getty Images
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O presidente Donald Trump defendeu nos bastidores o agente da Patrulha de Fronteira que matou a tiros um homem que, segundo o DHS, estava armado em Minnesota no sábado (24), afirmou uma fonte familiarizada com o assunto.

Algumas das conversas internas na Casa Branca e entre aliados concentraram-se no motivo de o homem estar armado e com dois carregadores, disseram três fontes à CNN. A defesa reservada das ações de imigração está em consonância com o que Trump e membros de seu governo declararam publicamente. Eles apontaram que o homem possuía uma arma e sugeriram que sua intenção era ferir agentes da lei, embora não tenham fornecido detalhes para sustentar tal afirmação.

A fonte disse que a postagem do próprio Trump no Truth Social sobre o incidente teve o objetivo de destacar por que os agentes estavam em Minnesota, para início de conversa. A mensagem observou que o homem baleado tinha uma arma e questionou por que as autoridades locais não protegeram os oficiais federais.

"Esta é a arma do atirador, carregada (com dois carregadores cheios adicionais!) e pronta para o uso – Do que se trata tudo isso?", postou Trump, antes de passar para uma série de postagens aparentemente não relacionadas sobre fraudes no estado.

"ALÉM DE OUTRAS COISAS, ISSO É UMA 'COBERTURA' PARA OS BILHÕES DE DÓLARES QUE FORAM ROUBADOS DO OUTRORA GRANDE ESTADO (MAS QUE EM BREVE SERÁ GRANDE NOVAMENTE!) DE MINNESOTA!"

As postagens de Trump ocorrem no momento em que o presidente expressa frustração a portas fechadas por sua mensagem pretendida sobre imigração estar se perdendo em meio ao caos em Minnesota, disseram fontes familiarizadas com as discussões à CNN antes do caso de sábado.

Trump tem procurado se manifestar pessoalmente sobre o assunto em uma tentativa de mudar a narrativa, disse a fonte, começando com uma entrevista coletiva improvisada no aniversário de seu primeiro ano de mandato.

O presidente, às vezes soando exasperado, folheou fotos de fichas criminais de indivíduos que ele disse terem sido presos em sua ofensiva contra a imigração, segurando-as para as câmeras verem.

Embora Trump tenha, até agora, defendido o agente envolvido no tiroteio de sábado, funcionários do governo e conselheiros de Trump admitiram à CNN que o vídeo não era conclusivo e que a situação ainda era instável.