Trump defende novo ataque dos EUA contra navio na costa da Venezuela

Presidente americano alega, sem apresentar nenhuma evidência, que embarcação atacada estava carregada com "drogas suficientes para matar de 25 a 50 mil pessoas"

Alejandra Jaramillo, da CNN
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O presidente Donald Trump defendeu o ataque mais recente dos EUA a um barco que operava no Caribe e que as autoridades consideraram um "navio do narcotráfico", alegando, sem apresentar nenhuma evidência, que ele estava carregado com "drogas suficientes para matar de 25 a 50 mil pessoas".

"Um barco carregado com drogas suficientes para matar de 25 a 50 mil pessoas foi impedido, no início desta manhã, na costa da Venezuela, de entrar em território americano", escreveu Trump em uma publicação na Truth Social.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, momentos após a publicação do presidente, também defendeu os ataques.

"O presidente comandou essas ações, esses ataques contra cartéis de drogas venezuelanos e esses barcos, de acordo com sua responsabilidade de proteger os interesses dos Estados Unidos no exterior", disse Leavitt a repórteres durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca.

As Forças Armadas dos EUA realizaram o ataque na manhã desta sexta-feira (3), anunciou o secretário de Defesa, Pete Hegseth, em uma publicação nas redes sociais. O ataque matou todas as quatro pessoas a bordo, disse Hegseth.

O ataque marca pelo menos o quarto ataque militar americano conhecido no Caribe desde o início de setembro, todos tendo como alvo barcos que o governo alega serem "afiliados" a cartéis de drogas que os EUA designaram como organizações terroristas nos últimos meses.

Hegseth publicou no X nesta sexta-feira que, por ordem de Trump, ele comandou o "ataque letal e cinético contra uma embarcação de narcotráfico afiliada a Organizações Terroristas Designadas na área de responsabilidade do Comando Sul dos Estados Unidos".