Trump discutirá opções de ação no Irã com aliados na terça (13), diz jornal
Segundo o Wall Street Journal, presidente americano deverá abordar possíveis ataques militares e uso de armas cibernéticas secretas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deverá se reunir com altos funcionários de seu governo na terça-feira (13) para discutir opções específicas de resposta à repressão aos protestos no Irã, informou o veículo americano Wall Street Journal neste domingo (11), citando fontes americanas.
A reunião planejada de Trump com esses funcionários abordará possíveis próximos passos, incluindo ataques militares, o uso de armas cibernéticas secretas contra alvos militares e civis iranianos, a imposição de mais sanções ao governo do Irã e o fortalecimento de fontes antigovernamentais online, informou o jornal.
A Casa Branca afirmou que não comentaria a reportagem.
Trump, que tem ameaçado intervir repetidamente nos últimos dias, publicou nas redes sociais no sábado (10): "O Irã está buscando a LIBERDADE, talvez como nunca antes. Os EUA estão prontos para ajudar!!!"
Funcionários americanos informaram à CNN que o presidente está avaliando uma série de possíveis opções militares no país a medida que a repressão aos protestos aumentam.
Ele considera cumprir suas recentes ameaças de atacar o Irã caso este use força letal contra o povo iraniano.
Trump foi informado nos últimos dias sobre diferentes planos de intervenção, disseram os funcionários à CNN, visto que a violência no país já resultou em centenas de mortes e milhares de prisões.
Algumas das discussões também incluíram opções que não envolvem o uso direto da força militar americana, informou uma das autoridades.
O presidente ainda não tomou uma decisão final sobre a intervenção, disseram as autoridades, mas está considerando seriamente a possibilidade de agir, visto que o número de mortos no Irã continua a aumentar.
A agência de notícias HRANA (Human Rights Activists News Agency), sediada nos Estados Unidos, relata que 466 pessoas foram mortas desde que protestos eclodiram nas 31 províncias do país, há duas semanas.
Permanece incerto se a contagem da HRANA reflete totalmente a dimensão das vítimas, dado o bloqueio nacional do acesso à internet e das linhas telefônicas imposto pelas autoridades.
*Com informações da CNN


