Trump diz que acordo provisório com Irã era teste e não significava muito

Memorando assinado no mês passado deu início a um período de 60 dias para negociar algumas das questões nucleares mais complexas

Betsy Klein, da CNN
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O presidente americano Donald Trump afirmou, nesta segunda-feira (13), que seu alardeado acordo provisório firmado com o Irã era um "teste" que ele preferia ter evitado.

“Nos Estados Unidos, é uma tática comum ir primeiro a um memorando de entendimento [acordo provisório] e depois ao acordo [definitivo]”, disse Trump durante uma participação no programa “The Hugh Hewitt Show”.

Ele continuou: "Mas sabe de uma coisa? Era uma espécie de teste, e eles não estavam lá. Eles não honraram o teste."

O acordo provisório de cessar-fogo, assinado no mês passado, deu início a um período de 60 dias para negociar algumas das questões nucleares mais complexas.

Mas o acordo parece estar em ruínas, já que os ataques foram retomados por ambos os lados.

Trump descreveu anteriormente o acordo provisório – chamado de "memorando de entendimento" – como "um acordo com o Irã que alcança tudo o que nos propusemos a realizar... encerrar o conflito atual, reabrir o Estreito de Ormuz e impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear".

Mas nesta segunda-feira, ele disse que isso "não significava muita coisa".

“Memorandos de entendimento não significam muita coisa quando se lida com gente de índole duvidosa, e também não significam muito quando se lida com pessoas honradas, porque é um memorando de entendimento – não significa muita coisa”, disse Trump.

Bloqueio a portos do Irã será retomado nesta terça (14)

As Forças Armadas dos Estados Unidos retomarão oficialmente o bloqueio naval a portos do Irã na tarde desta terça-feira (14). A medida começará às 17h, no horário de Brasília, informou o Comando Central dos EUA nesta segunda-feira (13).

Isso afetará navios que saem dos portos iranianos ou que vão em direção a eles.

"Recomenda-se a todos os navegantes que acompanhem as transmissões de Avisos aos Navegantes e entrem em contato com as forças navais dos EUA pelo canal 16 (comunicação navio-navio) ao operarem nas proximidades do Golfo de Omã e do Estreito de Ormuz", publicou o Centcom na rede social X.

O presidente Donald Trump afirmou mais cedo que o bloqueio seria restabelecido e que os EUA atuariam como "guardiões" do Estreito de Ormuz, cobrando das empresas de transporte comercial 20% do valor de suas cargas por "garantir a segurança e a proteção desta região extremamente volátil do mundo".

Até a última quarta-feira (8), havia 19 navios da Marinha dos EUA no norte do Mar Arábico, incluindo dois porta-aviões e mais de 10 contratorpedeiros.

Este será o segundo bloqueio dos EUA a portos iranianos.

"A retomada do bloqueio dos EUA contra o Irã sucede a implementação inicial ocorrida entre 13 de abril e 18 de junho", acrescentou o Centcom em sua publicação.

"As forças do Centcom redirecionaram mais de 140 embarcações que acataram as ordens, neutralizaram nove navios que não as cumpriram e permitiram a passagem de mais de 50 navios comerciais que transportavam ajuda humanitária pelo bloqueio durante esse período de dois meses", pontuaram.

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