Trump diz que há acordo para desarmar Hamas e outros grupos de Gaza
Presidente americano afirmou que a medida faz parte de um plano de 20 pontos; remoção das Forças israelenses está inclusa
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (30) que o Conselho de Paz chegou a um acordo "histórico" para o desarmamento do Hamas e outros grupos armados de Gaza.
Em publicação na rede social Truth Social, Trump disse que a medida é um "passo crucial" para que Gaza seja governada por uma nova adminitração palestina que deve trabalhar em colaboração com o grupo fundado pelo presidente americano.
Segundo Trump, o desarmamento do grupo faz parte de um plano de 20 pontos elaborado por ele mesmo.
Ainda de acordo com a publicação, o acordo será executado em fases, incluindo a remoção das Forças israelenses do território e a implementação da Força Internacional de Estabilização que deve trabalhar em conjunto com uma "nova força policial palestina".
A declaração ainda cita a reconstrução de Gaza, que deve ser supervisionada pelo próprio conselho. O cronograma de implementação das fases do plano ainda vai ser definido, informou o grupo.
O presidente americano acrescentou que a medida foi mediada por autoridades de Egito, Catar e Turquia.
Entenda o que é o Conselho de Paz
Trump propôs pela primeira vez a criação do Conselho de Paz em setembro de 2025, quando anunciou seu plano para encerrar a guerra em Gaza. Posteriormente, o líder americano deixou claro que a atuação do conselho seria expandida para além de Gaza, abrangendo outros conflitos ao redor do mundo.
O conselho tem a missão de promover a paz em todo o mundo e trabalhar para resolver conflitos, de acordo com uma cópia da minuta da carta constitutiva vista pela agência Reuters.
O presidente dos EUA chegou a sugerir que o grupo "poderia" substituir a ONU, o que agravou preocupações de especialistas.
De acordo com a carta constitutiva, os países integrantes teriam mandatos limitados a três anos, a menos que paguem US$ 1 bilhão.
Segundo apuração da correspondente da CNN Brasil Priscila Yazbek, um funcionário do governo dos Estados Unidos garantiu, sob condição de anonimato, que esse montante seria apenas para conseguir um assento permanente no grupo, pontuando que a entrada no conselho não exige alguma compensação.


