Trump diz que não assumiu compromisso sobre Taiwan após reunião com Xi

Líder dos EUA afirmou não acreditar em enfrentamento, mesmo após Pequim alertar sobre risco de confronto

Alejandra Jaramillo, da CNN
Compartilhar matéria

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (15) que não assumiu "nenhum compromisso" em relação a Taiwan durante seu encontro com o presidente chinês Xi Jinping, após Pequim ter alertado que a questão poderia desencadear um conflito entre os dois países.

"Sobre Taiwan, ele tem uma opinião muito forte. Eu não assumi nenhum compromisso", afirmou Trump a repórteres a bordo do Air Force One, retornando da China.

Questionado se Xi Jinping havia sugerido que existia risco de conflito com os Estados Unidos por causa de Taiwan, o líder americano minimizou a possibilidade.

"Não acho que haja conflito, a não ser pelo fato de que não precisamos da força deles, não precisamos de Taiwan", declarou Trump.

O presidente dos EUA também sinalizou que a decisão sobre futuras vendas de armas americanas para Taipei ainda não havia sido finalizada. "Tomarei uma decisão", disse ele quando questionado.

Os comentários de Trump vieram depois que a China afirmou, em seu comunicado oficial sobre a reunião, que Xi Jinping alertou o presidente americano de que uma má gestão da questão de Taiwan poderia levar a um confronto entre Washington e Pequim.

Reivindicação por Taiwan

A China nunca renunciou ao uso da força para colocar Taiwan, governada democraticamente, sob seu controle, e seus aviões e navios de guerra operam ao redor da ilha quase diariamente.

Pequim classifica o presidente de Taiwan, Lai Ching-te, como "separatista" e alertou que qualquer tentativa de promover a independência formal de Taipei poderia levar à guerra.

Liang afirmou que a "independência de Taiwan" era uma questão falsa e que o governo buscava apenas manter o status quo — a continuidade da República da China, o nome oficial da ilha.

"Na visão deles, comprar armas é 'independência de Taiwan'". Prender espiões é 'independência de Taiwan'", disse ele, usando um termo antigo da Guerra Fria.

O governo derrotado da República da China fugiu para Taiwan em 1949, após perder a guerra civil contra os comunistas de Mao Tsé-Tung, que fundaram a República Popular da China.

Os Estados Unidos são o principal apoiador internacional de Taiwan, apesar da ausência de relações diplomáticas formais, e seu maior fornecedor de armas.

O governo de Taiwan rejeita as reivindicações de soberania de Pequim, afirmando que somente o povo da ilha pode decidir seu futuro.

inglês