Trump diz que não assumiu compromisso sobre Taiwan após reunião com Xi
Líder dos EUA afirmou não acreditar em enfrentamento, mesmo após Pequim alertar sobre risco de confronto

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (15) que não assumiu "nenhum compromisso" em relação a Taiwan durante seu encontro com o presidente chinês Xi Jinping, após Pequim ter alertado que a questão poderia desencadear um conflito entre os dois países.
"Sobre Taiwan, ele tem uma opinião muito forte. Eu não assumi nenhum compromisso", afirmou Trump a repórteres a bordo do Air Force One, retornando da China.
Questionado se Xi Jinping havia sugerido que existia risco de conflito com os Estados Unidos por causa de Taiwan, o líder americano minimizou a possibilidade.
"Não acho que haja conflito, a não ser pelo fato de que não precisamos da força deles, não precisamos de Taiwan", declarou Trump.
O presidente dos EUA também sinalizou que a decisão sobre futuras vendas de armas americanas para Taipei ainda não havia sido finalizada. "Tomarei uma decisão", disse ele quando questionado.
Os comentários de Trump vieram depois que a China afirmou, em seu comunicado oficial sobre a reunião, que Xi Jinping alertou o presidente americano de que uma má gestão da questão de Taiwan poderia levar a um confronto entre Washington e Pequim.
Reivindicação por Taiwan
A China nunca renunciou ao uso da força para colocar Taiwan, governada democraticamente, sob seu controle, e seus aviões e navios de guerra operam ao redor da ilha quase diariamente.
Pequim classifica o presidente de Taiwan, Lai Ching-te, como "separatista" e alertou que qualquer tentativa de promover a independência formal de Taipei poderia levar à guerra.
Liang afirmou que a "independência de Taiwan" era uma questão falsa e que o governo buscava apenas manter o status quo — a continuidade da República da China, o nome oficial da ilha.
"Na visão deles, comprar armas é 'independência de Taiwan'". Prender espiões é 'independência de Taiwan'", disse ele, usando um termo antigo da Guerra Fria.
O governo derrotado da República da China fugiu para Taiwan em 1949, após perder a guerra civil contra os comunistas de Mao Tsé-Tung, que fundaram a República Popular da China.
Os Estados Unidos são o principal apoiador internacional de Taiwan, apesar da ausência de relações diplomáticas formais, e seu maior fornecedor de armas.
O governo de Taiwan rejeita as reivindicações de soberania de Pequim, afirmando que somente o povo da ilha pode decidir seu futuro.



