Trump diz que não tem nenhuma mensagem para Putin e aguarda sua decisão
Presidente dos EUA disse na terla-feira (2) que estava muito desapontado com líder russo sobre negociações envolvendo a Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (3) que não tem mais nenhuma mensagem para o presidente russo, Vladimir Putin, e que aguarda uma decisão, já que a Rússia continua demonstrando pouco interesse em acabar com sua guerra com a Ucrânia.
"Não tenho nenhuma mensagem para o presidente Putin", disse ele aos repórteres na Casa Branca. "Ele sabe qual é a minha posição e tomará uma decisão de uma forma ou de outra. Seja qual for sua decisão, ficaremos felizes ou insatisfeitos com ela e, se estivermos insatisfeitos, vocês verão coisas acontecerem."
Trump está planejando fazer uma ligação telefônica com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse uma autoridade da Casa Branca, depois que o presidente dos EUA disse que "falará com ele nos próximos dias".
Trump fez os comentários durante um evento no Salão Oval da Casa Branca. Ele estava respondendo a uma pergunta sobre a guerra da Ucrânia e seu envolvimento com Zelensky e Putin.
Entenda a guerra na Ucrânia
A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e detém atualmente cerca de um quinto do território do país vizinho.
Ainda em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.
Os russos avançam lentamente pelo leste e Moscou não dá sinais de abandonar seus principais objetivos de guerra. Enquanto isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pressiona por um acordo de paz.
A Ucrânia tem realizado ataques cada vez mais ousados dentro da Rússia e diz que as operações visam destruir infraestrutura essencial do Exército russo.
O governo de Putin, por sua vez, intensificou os ataques aéreos, incluindo ofensivas com drones. Os dois lados negam ter como alvo civis, mas milhares morreram no conflito, a grande maioria deles ucranianos.
Acredita-se também que milhares de soldados morreram na linha de frente, mas nenhum dos lados divulga números de baixas militares.
Os Estados Unidos afirmam que 1,2 milhão de pessoas ficaram feridas ou mortas na guerra.


