Trump diz que próxima fase de negociações com o Irã será "mais fácil"
Conversas incluem programa nuclear, ajuda financeira a Teerã e reabertura do Estreito de Ormuz, segundo autoridades

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (16) que a próxima fase das negociações com o Irã seria “mais fácil” do que a rodada inicial que levou ao acordo provisório anunciado recentemente.
“Passamos para uma segunda etapa, que eu acho que será ainda mais fácil”, disse Trump durante um encontro com o emir do Catar à margem da Cúpula do G7 na França.
Autoridades afirmaram que a próxima fase envolverá discussões técnicas sobre o programa nuclear iraniano, bem como auxílio financeiro a Teerã e detalhes sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.
Trump também insistiu que os EUA não investiriam "nenhum dinheiro no Irã", buscando acalmar os temores de alguns de seus aliados de que os iranianos receberiam fundos americanos.
Autoridades afirmaram, em vez disso, que um fundo de reconstrução de US$ 300 bilhões seria financiado por países do Golfo.
O líder americano declarou que o acordo provisório deixa claro que o Irã nunca teria permissão para desenvolver uma arma nuclear. Ele também sugeriu que a Síria poderia estar em melhor posição para desarmar o grupo Hezbollah, apoiado por Teerã.
“A única coisa que realmente importa para mim é que o Irã nunca tenha uma arma nuclear, e isso está dito de forma clara e inequívoca”, disse o presidente aos repórteres, alertando que “o inferno se abaterá” sobre o Irã se o país tentar adquirir uma.
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Autoridades norte-americanas e iranianas devem se reunir na Suíça na sexta-feira (19) para iniciar negociações detalhadas, abrindo um prazo de 60 dias para discussões técnicas complexas.
Espera-se que elas abranjam questões como o futuro do urânio altamente enriquecido do Irã e o levantamento das sanções.
Aliados europeus expressaram preocupação de que uma equipe de negociação norte-americana inexperiente possa ter dificuldades para garantir um acordo robusto, o que poderia levar a um impasse prolongado.
Um fator crucial para a manutenção do acordo provisório será a situação no Líbano, onde o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que suas tropas permanecerão no sul pelo tempo que for necessário para combater o Hezbollah. Teerã exigiu a retirada israelense.
Trump criticou a estratégia de Israel no Líbano e também sugeriu que a vizinha Síria — que, sob a Presidência de Ahmed al-Sharaa, luta para estabilizar o país após anos de guerra civil — estaria em melhor posição para intervir.
"Sugeri a Israel que deixasse a Síria lidar com o Hezbollah porque, para ser honesto, acho que eles fazem um trabalho melhor nessa área", disse ele.



