Trump diz que relação com Putin sofreu com suposta interferência em eleição

Durante cúpula no Alasca, presidente citou investigações sobre a interferência de Moscou nas eleições americanas de 2016

Da CNN Brasil, em Anchorage, Alasca
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (15) que "sempre teve um relacionamento fantástico com o presidente (Vladimir) Putin", mas que a relação foi prejudicada por investigações sobre a interferência de Moscou nas eleições americanas de 2016.

“Tivemos muitas, muitas reuniões difíceis e reuniões boas”, disse Trump durante uma entrevista coletiva ao lado de Putin, depois de uma reunião no Alasca.

"Fomos prejudicados pela farsa da Rússia. Tornou a situação um pouco mais difícil de lidar, mas ele entendeu", disse Trump.

Relatórios das agências de inteligência dos EUA concluíram que a Rússia tentou interferir a favor de Trump nas eleições americanas de 2016. No entanto, o governo Trump tem acusado autoridades das administrações Obama e Biden de fraudar as investigações. O próprio presidente americano tem se referido ao caso como "a farsa da Rússia".

Durante a coletiva de imprensa, Trump afirmou: "Tivemos que aguentar a farsa da Rússia. Ele (Putin) sabia que era uma farsa e eu sabia que era uma farsa. Mas o que foi feito foi muito criminoso, tornou mais difícil para nós lidarmos como país em termos de negócios e de todas as coisas que gostaríamos de ter tratado."

No mês passado, a Diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, tirou de sigilo e divulgou novos documentos do setor de Inteligência que, segundo ela, eram evidências de uma "conspiração de traição" por parte de altos funcionários do governo Obama para criar a ideia de que a Rússia interferiu na eleição presidencial de 2016.

Mas as alegações do governo Trump confundem e deturpam o que a Inteligência realmente concluiu, de acordo com uma revisão de uma investigação do Senado liderada pelo Partido Republicano em 2020 e entrevistas com fontes do Congresso familiarizadas com a apuração.

Os documentos recém-revelados não desfazem as principais conclusões do governo na avaliação de 2017, de que a Rússia lançou uma campanha de influência e hacking e buscou ajudar Trump a derrotar Hillary Clinton, segundo as fontes.

Os democratas criticaram a fala da diretora de inteligência e a classificaram como uma tentativa de “reescrever a história”.