Trump diz que viagem à China pode ser adiada devido à guerra com o Irã
Presidente americano também disse que gostaria de saber a posição de Pequim sobre o Estreito de Ormuz antes da cúpula com Xi Jinping

O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu nesta segunda-feira (16) que sua viagem à China neste mês para se encontrar com Xi Jinping poderia ser adiada por "um mês ou mais".
"Estamos conversando com a China. Eu adoraria, mas por causa da guerra, quero estar aqui", disse o presidente a repórteres na Casa Branca.
"Solicitamos que a viagem seja adiada por um mês ou mais, e estou ansioso para me encontrar com ele", disse Trump.
"Estamos em guerra. Acho importante que eu esteja aqui. Então, pode ser que a adiemos um pouco, mas não muito", acrescentou o presidente americano.
Mais cedo, a secretária de imprensa, Karoline Leavitt, havia dito a repórteres que a viagem poderia ser adiada.
O possível adiamento ocorre em um momento em que Trump pressiona a China para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz, dizendo ao jornal britânico Financial Times em uma entrevista realizada no domingo (15) que os EUA gostariam de saber a posição de Pequim sobre isso antes da cúpula.
"Acho que a China também deveria ajudar, porque 90% do seu petróleo vem do Estreito", disse Trump ao jornal.
Lista de países
Na mesma coletiva, Trump afirmou que anunciará "em breve" os países que concordaram em ajudar os EUA a reabrir o Estreito de Ormuz, mesmo reconhecendo que muitos aliados rejeitaram suas propostas até o momento.
"Há alguns, anunciaremos alguns nomes em breve", disse Trump, falando a repórteres no Salão Oval.
"Alguns foram bem diretos desde o início", acrescentou.
Trump pressionou vários aliados dos EUA por ajuda para garantir a segurança do Estreito de Ormuz, que o Irã efetivamente fechou desde o ataque conjunto dos EUA e de Israel há mais de duas semanas. O fechamento desencadeou uma crise energética global, elevando drasticamente os preços do petróleo.
Mas poucos países disseram estar dispostos a ajudar os EUA até agora, disse Trump.
"O que me surpreende é que eles não estão ansiosos para ajudar", disse ele, argumentando que nações que dependem fortemente do estreito para o petróleo, como China e Japão, "deveriam nos agradecer".



