Trump diz se sentir bem graças ao trabalho de médicos e enfermeiros

Diagnosticado com o novo coronavírus, o presidente americano enaltece o trabalho dos profissionais da saúde na luta contra o que ele chamou de 'praga'

CNN Brasil
Compartilhar matéria

O presidente americano Donald Trump escreveu no Twitter, na tarde deste sábado (3), que está se sentindo bem, graças ao trabalho dos médicos. "Médicos, enfermeiros e TODOS do GRANDE Centro Médico Walter Reed e outros de instituições igualmente incríveis que se juntaram a eles são INCRÍVEIS!!!", escreveu ele do hospital militar onde está internado por causa do diagnóstico do novo coronavírus.

Ele disse ainda que um "tremendo progresso foi feito nos últimos seis meses na luta contra essa PRAGA. Com ajuda deles, estou me sentindo bem!". 

Por fim, Trump afirmou (em caixa alta) que "NOSSO GRANDE EUA QUER E PRECISA DE ESTÍMULOS. TRABALHEM JUNTOS E FAÇAM ACONTECER. Obrigado!".

Leia também:
'Estamos contentes com o progresso de Trump', diz equipe médica do presidente
'Indo bem, eu acho', diz Trump em hospital militar

Mais cedo, o presidente já tinha escrito que estava indo bem, apesar de ter acrescentado na mensagem "eu acho", lançando dúvidas sobre o próprio estado de saúde.

O médico do presidente, Sean Corley, veio a público por volta das 12h30 (horário de Brasília) para dizer que está "contente com o progresso" dele. Contou que já se passaram 72 horas desde o diagnóstico e que Trump não teve febre nas últimas 24 horas nem recebe ajuda de respiradores. Entre os sintomas, o presidente teve tosse e febre, além de ter ficado um pouco cansado. Mas não teve dificuldade para respirar. 

A primeira semana da Covid-19 é crítica e determina o curso dessa doença. "Por isso, não quero determinar uma data [de quando poderá sair], mas ele está indo muito bem. Mas, mesmo oferecendo os remédios desde o início da infecção, é difícil dizer onde ele está no curso da doença", disse Corley, em frente ao hospital militar, sem dar detalhes de quando ele pode ter sido infectado.

Já a primeira-dama, segundo os médicos, está "muito bem" e se tratando em casa.

Dúvidas

Apesar do otimimos dos médicos, uma fonte próxima à situação ouvida pela agência Reuters afirmou que alguns do sinais vitais do presidentes nas últimas 24 horas foram "preocupantes".

A fonte, que pediu para não ser identificada, afirmou que as próximas 48 horas serão "críticas", ao contrário do que afirmaram os médicos durante a entrevista coletiva.

A imprensa americana também vem questionando a falta de clareza dos médicos sobre o estado de saúde de Trump. O jornal The Washington Post elencou que a equipe médica se recusou a responder quando o presidente foi primeiramente diagnosticado e quando ele começou a apresentar os primeiros sintomas, por exemplo.