Trump liga sucesso na guerra ao abandono das ambições nucleares do Irã

Durante coletiva de imprensa na Flórida, o presidente americano informou que "já venceram de muitas maneiras, mas não o suficiente"

Betsy Klein, da CNN
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O presidente dos EUA, Donald Trump, detalhou, nesta segunda-feira (9), seus critérios de sucesso na guerra contra o Irã, sugerindo que o país precisa abandonar suas ambições nucleares.

Questionado por Julia Benbrook, da CNN, sobre seus comentários anteriores de que os EUA “já venceram de muitas maneiras, mas não o suficiente”, o presidente expôs suas expectativas.

“Eles não vão começar a desenvolver uma arma nuclear no dia seguinte, não vão olhar para aquele homem e para outras pessoas do governo e dizer: ‘Tudo bem, não vamos fazer isso’”, disse Trump, referindo-se ao enviado especial Steve Witkoff, que o acompanhou na coletiva de imprensa realizada na Flórida.

Durante negociações diplomáticas anteriores, disse Trump, as autoridades iranianas “não estavam dispostas a dizer isso”.

Após os ataques iniciais dos EUA e de Israel, o presidente americano sugeriu que a capacidade nuclear do Irã havia sido significativamente reduzida.

"Basicamente, posso ver que eles não terão mais nenhuma capacidade, por um longo período, de desenvolver armamentos que possam ser usados ​​contra os Estados Unidos, Israel ou qualquer um de nossos aliados", afirmou Trump.

Ele descreveu os ataques dos EUA às instalações nucleares iranianas no ano passado como um "retrocesso" para o programa nuclear iraniano.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.  As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvos do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, classificando como um "grande erro". Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria "inaceitável" para a liderança do Irã.

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