Trump ordenou "bombardeio da mesa de negociações", diz ministro do Irã
Presidente dos EUA afirma que ataques "vão continuar ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário"

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou neste domingo (1º) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou efetivamente o "bombardeio da mesa de negociações" após as operações militares conjuntas dos EUA e de Israel no país.
Os ataques iniciados no sábado (28) contra o Irã aconteceram apenas um dia após a última rodada de negociações nucleares indiretas entre as autoridades iranianas e americanas.
“Um acordo estava ao nosso alcance. Saímos de Genebra com o entendimento de que fecharíamos o acordo no nosso próximo encontro. Aqueles que queriam sabotar a diplomacia conseguiram o que queriam”, escreveu Araghchi em uma publicação no X.
Araghchi acrescentou que foi Trump, “mais uma vez, quem acabou ordenando o bombardeio da mesa de negociações”.
Após as negociações em Genebra na sexta-feira (27), o Irã adotou um tom otimista, enquanto Trump disse que "não estava satisfeito" com o progresso.
Segundo Trump, os ataques contra o Irã vão continuar "ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!".
Em publicação na rede social Truth Social, Trump ainda comemorou a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.
"Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para aqueles de muitos países ao redor do mundo que foram mortos ou mutilados por Khamenei e sua gangue de bandidos sedentos de sangue", escreveu.
"Ele não conseguiu escapar de nossa inteligência e de nossos sofisticados sistemas de rastreamento e, trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes que foram mortos junto com ele, pudessem fazer."


