Uso de "caneta automática": Trump pede revisão de atos assinados por Biden

Solicitação foi feita por meio de um memorando à procuradora-geral do país, Pam Bondi

Da CNN Brasil
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O presidente Donald Trump assinou na quarta-feira (4) um memorando que solicita à procuradora-geral Pam Bondi e ao assessor jurídico da Casa Branca a revisão das ações presidenciais assinadas pelo ex-presidente Joe Biden.

Parte do documento, divulgado pela Casa Branca, pede que a procuradora-geral e o assessor jurídico revisem “os documentos políticos para os quais o autopen (caneta automática, na tradução livre) foi utilizado, incluindo concessões de clemência, ordens executivas, memorandos presidenciais ou outras decisões políticas presidenciais.”

Nas últimas semanas, o presidente tem demonstrado preocupação pessoal com o uso do autopen, dispositivo para assinar documentos automaticamente, por Biden, afirmando a seus principais assessores que o assunto precisa ser investigado, segundo duas fontes próximas às discussões, que relataram isso à CNN.

A proclamação de Trump vai além de apenas instruir seus assessores a investigarem o uso do autopen para aprovar documentos durante o governo Biden.

Ela também ordena que advogados da Casa Branca, o Departamento de Justiça e outras agências investiguem se “determinadas pessoas conspiraram para enganar o público sobre o estado mental de Biden e exercer, de forma inconstitucional, os poderes e responsabilidades da presidência”, abrindo caminho para uma possível investigação ampla sobre alegações de que a equipe de Biden teria encoberto sua condição de saúde.

A proclamação determina que a investigação inclua “qualquer atividade, coordenada ou não, com o propósito de esconder do público informações sobre a saúde mental e física de Biden” e “quaisquer acordos entre assessores de Biden para, de forma colaborativa e falsa, declarar como falsas gravações em vídeo que evidenciem incapacidade cognitiva do presidente.”

Os assessores de Biden negaram qualquer esforço coordenado para esconder do público o agravamento de sua condição nos últimos anos de sua presidência.

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