Trump pode fazer coletiva sozinho se reunião com Putin “não terminar bem”
Plano inicial é que líderes falem à imprensa em conjunto; encontro acontecerá no Alasca nesta sexta-feira (15)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que pode decidir realizar uma coletiva de imprensa individual em vez de uma com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, caso a reunião entre eles nesta sexta-feira (15) no Alasca "não termine bem".
"Vou dar uma coletiva de imprensa. Não sei se será uma coletiva. Ainda nem discutimos isso. Acho que seria bom ter uma coletiva e depois nos separarmos", ponderou Trump a Brian Kilmeade, da Fox Radio.
"Então, algo assim vai acontecer. Ou se a reunião não terminar bem, darei uma coletiva de imprensa e sairei. Voltarei para Washington", adicionou.
A informação foi divulgada após a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmar que o plano é que os líderes realizem uma coletiva de imprensa conjunta. O Kremlin havia anunciado a informação inicialmente.
De toda forma, Trump indicou que falaria com a imprensa independentemente do que aconteça.
Se a reunião for "negativa", ele destacou que dará uma coletiva para dizer que "a guerra vai continuar".
Veja fotos da base onde Putin e Trump se encontrarão:
Entenda a guerra na Ucrânia
A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e detém atualmente cerca de um quinto do território do país vizinho.
Ainda em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.
Os russos avançam lentamente pelo leste e Moscou não dá sinais de abandonar seus principais objetivos de guerra. Enquanto isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pressiona por um acordo de paz.
A Ucrânia tem realizado ataques cada vez mais ousados dentro da Rússia e diz que as operações visam destruir infraestrutura essencial do Exército russo.
O governo de Putin, por sua vez, intensificou os ataques aéreos, incluindo ofensivas com drones.
Os dois lados negam ter como alvo civis, mas milhares morreram no conflito, a grande maioria deles ucranianos.
Acredita-se também que milhares de soldados morreram na linha de frente, mas nenhum dos lados divulga números de baixas militares.
Os Estados Unidos afirmam que 1,2 milhão de pessoas ficaram feridas ou mortas na guerra.


