Trump prevê abertura total do Estreito de Ormuz na sexta-feira (19)
Presidente dos Estados Unidos afirmou que operação contra minas marítimas está sendo realizada

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (15) que o Estreito de Ormuz está "parcialmente aberto" e que será totalmente desobstruído na sexta-feira (19), quando EUA e Irã devem assinar formalmente um memorando de entendimento.
"Eles estão fazendo uma pequena busca por algumas minas que já encontraram, mas... os navios estão começando a sair agora", disse Trump durante uma reunião com o presidente francês, Emmanuel Macron, na cúpula do G7.
"Na sexta-feira, estará completamente aberto", adicionou o republicano.
Embora o presidente americano tenha reclamado publicamente da relutância dos líderes europeus em participar da guerra entre EUA e Israel contra o Irã, ele sugeriu que o estreito seria reaberto sem a necessidade de muita ajuda da França.
"Não acho que precisaremos de muita ajuda, porque temos um acordo para que ele fique aberto, e sem pedágio. Discutimos um pouco sobre isso; é sem pedágio", disse ele.
Ao mesmo tempo, pontuou achar que não é "uma má ideia ter um ou dois navios de alguns países aqui".
EUA sabem onde estão minas em Ormuz, diz fonte
Os EUA “sabem onde estão todas as minas” no Estreito de Ormuz, afirmou uma autoridade americana nesta segunda, enquanto se iniciam os esforços para restabelecer o tráfego marítimo na região.
O Irã instalou minas navais por todo o estreito, e a detecção e destruição dessas minas, segundo especialistas, representam um problema relevante para a segurança da travessia.
Segundo a autoridade ouvida pela reportagem, o tráfego no estreito “voltará ao normal muito rapidamente, certamente dentro de 30 dias, assim que eles se comprometerem a remover todas as minas”.
Mas ele também destacou que os EUA “sabem onde estão todas as minas neste momento, e nós poderíamos, inclusive, ajudá-los com a sua remoção”.
A fonte acrescentou que isso “abriria muito mais rotas” para a passagem de petroleiros.
“Seremos cautelosos, mas também muito agressivos para reabrir o estreito o mais rápido possível, porque isso é ótimo para a economia mundial”, pontuou.


