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    Trump se declara inocente no tribunal; próxima audiência será no próximo dia 28

    Ex-presidente foi acusado formalmente como parte da investigação do procurador especial Jack Smith sobre os esforços para reverter a eleição que antecedeu o ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio dos EUA

    Veículo ocupado pelo ex-presidente Donald Trump deixa o tribunal após seu depoimento nesta quinta-feira
    Veículo ocupado pelo ex-presidente Donald Trump deixa o tribunal após seu depoimento nesta quinta-feira Roberto Schmidt/Getty Images

    Da CNN Washington

    O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump se declarou inocente de quatro acusações federais decorrentes de seus esforços para derrubar a eleição de 2020.

    Trump foi acusado formalmente na terça-feira como parte da investigação do procurador especial Jack Smith sobre os esforços para reverter a eleição que antecedeu o ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio dos Estados Unidos.

    A denúncia contra ele é baseada em quatro acusações: Conspiração para fraudar os Estados Unidos; Conspiração para obstruir um processo oficial; Obstrução e tentativa de obstrução de um procedimento oficial e; Conspiração contra direitos.

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    A juíza magistrada Moxila Upadhyaya perguntou a Trump como ele se declara para as acusações. “Inocente”, disse o ex-presidente.

    Trump deixou o tribunal após o depoimento, que durou 27 minutos.

    Após deixar o tribunal, Trump se dirigiu ao seu jato particular para deixar a cidade de Washington. Pouco antes de embarcar, fez um rápido depoimento à imprensa. “É um dia muito triste para a América. Vi uma perseguição política contra uma pessoa que lídera com números substanciais as Primárias republicanas”, afirmou.  

    “Não podemos deixar que isso aconteça com a América”, encerrou.  

    Acusações

    Donald Trump foi a Washington para depor sobre as quatro acusações que constam da nova denúncia formal apresentada contra ele pelo procurador especial Jack Smith e divulgada na última terça-feira. Outras seis pessoas também foram acusadas, mas os nomes ainda não foram divulgados.

    Jack Smith revelou seu caso alegando que o ex-presidente  violou várias leis em suas tentativas de derrubar a eleição de 2020, com uma acusação do Grande Júri que ilustrou a profundidade e a amplitude da investigação criminal federal.

    Os promotores disseram nos novos documentos de acusação que Trump “estava determinado a permanecer no poder” depois de perder a eleição de 2020, e que ele e seis co-conspiradores não indiciados orquestraram um complô para anular os resultados até 6 de janeiro de 2021.

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    Jack Smith fez uma rara declaração pública com a abertura da acusação, deixando claro que a “investigação de indivíduos de sua equipe continua e enfatizando que o Departamento de Justiça estava comprometido em “garantir a responsabilização dos criminosos responsáveis por o que aconteceu naquele dia.”

    Novo depoimento

    A juíza Moxila Upadhyaya agendou a próxima audiência de Donald Trump, no caso de subversão eleitoral, para o próximo dia 28. O depoimento está marcado para as 10h do horário local (11h em Brasília). 

    Esse processo acontecerá perante a juíza distrital dos EUA, Tanya Chutkan. 

    O promotor Thomas Windom disse que o governo estava disponível em todos os dias que o juiz magistrado ofereceu como possíveis dias de audiência, mas preferiria o mais cedo. 

    A equipe de Trump solicitou 28 de agosto, a última das três opções. 

    “Também observo, Sr. Trump, que na medida em que você não pode comparecer devido ao seu horário, consultei a juíza Chutkan e ela está disposta a dispensar seu comparecimento”, disse Upadhyaya.