Trump sobre petróleo do Irã: “Ao vencedor, os frutos da vitória”
Presidente americano comparou o caso com o petróleo da Venezuela

O presidente Donald Trump ofereceu uma ideia de como ele pensa sobre controlar o petróleo tanto no Irã quanto na Venezuela, já que ele disse que gostaria de confiscar o petróleo iraniano: “Ao vencedor pertencem os despojos.”
“Se eu pudesse escolher, sim, porque primeiro sou um homem de negócios”, Trump disse a repórteres em uma coletiva de imprensa sobre a guerra entre os EUA e o Irã na segunda-feira (6), quando foi questionado para esclarecer seus comentários de mais cedo no dia sobre suas opiniões a respeito de tomar o petróleo iraniano, o que ele reconheceu que poderia ser politicamente arriscado.
“Com a Venezuela, como vocês sabem, a guerra acabou em cerca de 45 minutos”, disse Trump, referindo‑se à operação dos EUA em janeiro para capturar o líder venezuelano Nicolás Maduro. “E temos pessoas excelentes administrando a Venezuela, pessoas muito boas. Quer dizer, o relacionamento é bom, e somos parceiros da Venezuela, e já pegamos centenas de milhões de barris, centenas de milhões.”
A liderança interina da Venezuela indicou disposição em vender petróleo aos Estados Unidos e estreitar a parceria com os EUA.
Embora Trump tenha repetidamente expressado o desejo de uma situação similar no Irã, um país igualmente rico em petróleo, ele disse mais cedo hoje que não sabe se os americanos apoiam tal movimento.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um "grande erro". Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria "inaceitável" para a liderança do Irã.



