Trump vetou plano israelense para matar líder supremo do Irã
Informação foi confirmada pela CNN americana
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vetou um plano de Israel para matar o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamene, segundo a apuração da CNN americana.
Duas fontes do governo informaram que o presidente dos EUA deixou claro, de forma particular e pública, que prefere manter o país fora da disputa por enquanto.
Neste fim de semana, um alto funcionário dos EUA disse à CNN americana que os israelenses tiveram a oportunidade de matar o líder supremo do Irã e que os EUA comunicaram a Israel que Trump se opôs ao plano.
O primeiro-Ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse à Fox News na manhã deste domingo (15) que há “tantos relatos falsos de conversas que nunca aconteceram e eu não vou entrar nisso” quando questionado sobre as informações do plano.
Um porta-voz de Netanyahu disse à CNN americana que os relatos de Trump rejeitando um plano israelense são “falsos.”
Mesmo com a escalada do conflito, os funcionários da administração deixaram claro que estavam abertos a continuar as negociações nucleares com o Irã — esperando que, apesar das probabilidades impossíveis, pudessem encontrar uma solução pacífica.
Fontes dizem que Israel conversou com os EUA sobre a possibilidade de aumentar o nível de envolvimento, embora um oficial israelense tenha alertado que essas conversas ainda não incluíram discussões “práticas” sobre os detalhes mais finos.
E enquanto Trump espera evitar um conflito prolongado que poderia desestabilizar ainda mais o Oriente Médio, alguns na administração reconhecem que a assistência militar americana pode ajudar Israel a concluir seus objetivos mais rapidamente, disseram essas fontes.
“Não estamos envolvidos nisso. É possível que possamos nos envolver. Mas não estamos envolvidos neste momento,” disse Trump à ABC News na manhã deste domingo.
Trump tem mantido a esperança de uma retomada das negociações entre EUA e Irã sobre o programa nuclear de Teerã. As negociações que estavam agendadas para domingo em Omã foram canceladas em decorrência dos ataques.
O líder americano disse à Reuters na sexta-feira (13) que “sabíamos de tudo” sobre os ataques israelenses.


