Tufão nas Filipinas: Número de mortos sobe para 85

Dezenas de milhares de moradores tiveram de deixar suas casas; tempestade registrou rajadas de 180 km/h

Karen Lema e Mikhail Flores, da Reuters
Compartilhar matéria

Moradores da região central das Filipinas começaram a remover a lama das ruas e casas na quarta-feira (5) após a passagem do tufão Kalmaegi, que matou ao menos 85 pessoas e deixou dezenas de desaparecidos.

Esse número inclui seis militares que estavam em um helicóptero que caiu em Agusan del Sur, na ilha de Mindanao, durante uma missão humanitária. A agência de desastres relatou 75 pessoas desaparecidas e 17 feridas.

O Kalmaegi, que localmente é chamado de Tino, atingiu a costa do país no início de terça-feira (4), avançando com ventos de 130 km/h e rajadas de 180 km/h.

Cenas de destruição surgiram na província de Cebu, a mais atingida e um importante polo turístico, à medida que as águas da enchente recuavam, revelando a dimensão dos danos: casas reduzidas a escombros, veículos capotados, ruas obstruídas por destroços e vidas completamente transformadas.

 

Na cidade de Talisay, Eilene Oken, de 38 anos, caminhava pelo que costumava ser seu bairro, apenas para encontrar sua casa completamente destruída.

"Trabalhamos e economizamos para isso durante anos, e num instante, tudo se foi", disse ela, com a voz embargada. Mas Oken disse que continua grata porque sua família, incluindo suas duas filhas, saiu ilesa.

Inundações e resgates nas Filipinas

A tempestade inundou casas e causou enchentes generalizadas e cortes de energia. Mais de 200 mil pessoas tiveram de deixar suas casas em toda a região de Visayas, incluindo partes do sul de Luzon e do norte de Mindanao.

O tufão Kalmaegi, a 20ª tempestade a atingir as Filipinas, deve ganhar força enquanto estiver sobre o Mar da China Meridional. Ele está a caminho do Vietnã, onde os preparativos estão em andamento para a chegada prevista do tufão nesta sexta-feira (7).

A China alertou para um "processo de ondas catastróficas" no Mar da China Meridional e ativou a resposta de emergência a desastres marítimos em sua província mais meridional, Hainan, informou a emissora estatal CCTV.