Ucrânia acusa Rússia de deportar à força mais de 210 mil crianças

Ombudswoman de direitos humanos Lyudmyla Denisova disse que as crianças estão entre os 1,2 milhão de ucranianos que Kiev diz terem sido deportados contra sua vontade

Mulheres e crianças em sala acima da estação de trem de Lviv, onde um canto foi convertido em área de recreação infantil, com brinquedos, livros e jogos
Mulheres e crianças em sala acima da estação de trem de Lviv, onde um canto foi convertido em área de recreação infantil, com brinquedos, livros e jogos Yurko Dyachyshyn, para CNN

Natalia Zinetsda Reuters

em Kiev

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A Ucrânia afirmou nesta sexta-feira (13) que a Rússia deportou à força mais de 210 mil crianças desde o início da invasão em 24 de fevereiro e acusou Moscou de querer torná-las cidadãs russas.

A ombudswoman de direitos humanos Lyudmyla Denisova disse que as crianças estão entre os 1,2 milhão de ucranianos que Kiev diz terem sido deportados contra sua vontade.

A Reuters não pôde verificar de forma independente o número fornecido por Denisova ou suas alegações, para as quais ela não forneceu provas de apoio.

O Kremlin não respondeu imediatamente a um pedido da Reuters para comentar as alegações de Denisova sobre a deportação de um grande número de crianças e outros cidadãos ucranianos.

Moscou negou atacar civis intencionalmente desde o lançamento do que chama de operação militar especial na Ucrânia e diz que está oferecendo ajuda humanitária para aqueles que querem deixar a Rússia.

“Quando nossos filhos são retirados, eles destroem a identidade nacional, privam nosso país do futuro”, disse Denisova em rede nacional.

“Eles ensinam nossos filhos lá, em russo, a história que [o presidente russo Vladimir] Putin contou a todos”.

A Rússia se referiu a “refugiados” que chegam à Rússia para escapar dos combates, principalmente da cidade de Mariupol, no Sul da Ucrânia, que está em mãos russas após semanas de cerco e bombardeio.

As Convenções de Genebra de 1949, que definem as normas jurídicas internacionais para o tratamento humanitário em conflitos, proíbem as transferências forçadas em massa de civis durante um conflito para o território da potência ocupante, classificando-o como crime de guerra.

(Edição de Timothy Heritage e Jon Boyle)

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