Ucrânia está investigando 5.800 casos de crimes de guerra russos, diz procuradora

Iryna Venediktova disse à CNN que seu escritório identificou mais de 500 suspeitos, incluindo políticos, pessoal militar e agentes de propaganda russos

Procuradora-geral da Ucrânia, Iryna Venediktova, visita área destruída de Borodyanka, na região de Kiev
Procuradora-geral da Ucrânia, Iryna Venediktova, visita área destruída de Borodyanka, na região de Kiev 07/04/2022REUTERS/Zohra Bensemra

Jennifer Hanslerda CNN

Ouvir notícia

A procuradora-geral da Ucrânia, Iryna Venediktova, disse na segunda-feira (11) que seu gabinete está investigando 5.800 casos de crimes de guerra russos, com “mais e mais” processos todos os dias.

Em entrevista à Jake Tapper, da CNN, Iryna Venediktova disse que a Ucrânia identificou mais de 500 suspeitos, incluindo políticos, pessoal militar e agentes de propaganda russos “que queriam esta guerra, que começaram esta guerra e que continuaram esta guerra”.

“Queremos processar esses criminosos de guerra em nossos tribunais ucranianos, nomeados pela Ucrânia”, disse Venediktova, reconhecendo, ao mesmo tempo, o papel do Tribunal Penal Internacional.

As acusações vêm como atrocidades chocantes na Ucrânia, atribuídas às forças russas, que amplificaram os apelos para perseguir as acusações de crimes de guerra contra o presidente russo Vladimir Putin.

Depois que imagens de pelo menos 20 corpos espalhados pela rua em Bucha, Ucrânia, surgiram no início deste mês, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky apelou para o fim dos “crimes de guerra” russos.

A Rússia negou qualquer envolvimento no incidente, alegando – sem provas – que as atrocidades em Bucha foram encenadas, e parte de uma “campanha planejada da mídia”. Mas testemunhas que falaram à CNN disseram que a carnificina na cidade começou há semanas, quando foi ocupada pelas forças russas, e um vídeo retrata as forças russas parecendo disparar indiscriminadamente contra um civil.

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

versão original

Mais Recentes da CNN