Ucrânia pode e deve sediar próximo festival de música Eurovision, diz Boris Johnson

Organização do evento disse na sexta-feira (17) que a emissora ucraniana não pode garantir segurança necessária por conta da guerra

Kylie MacLellan, da Reuters
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A Ucrânia pode e deve sediar o Festival Eurovision da Canção 2023  disse o primeiro-ministro britânico Boris Johnson neste sábado (18), depois que organizadores disseram que estavam em negociações para mantê-lo na Grã-Bretanha devido à guerra.

Enquanto a tradição de décadas determina que o vencedor do festival o hospeda no ano seguinte, os organizadores disseram que as garantias de segurança necessárias para realizar a competição na Ucrânia mostravam que as discussões seriam realizadas com o vice-campeão, a Grã-Bretanha.

"Claro que eu adoraria que estivesse neste país [Inglaterra], mas o fato é que eles venceram [Ucrânia] e eles merecem tê-lo e acredito que eles podem ter e acredito que deveriam receber", disse Johnson a repórteres na chegada à Grã-Bretanha depois de uma visita a Kiev.

"Acredito que Kiev ou qualquer outra cidade ucraniana segura seria um lugar fantástico para recebê-lo", acrescentou.

"Está a um ano de distância, vai ficar bem [a situação na Ucrânia] quando o festival de músicas Eurovision chegar e espero que os ucranianos entendam".

Os comentários do organizador do concurso União Europeia de Radiodifusão na sexta-feira (17), de que iniciaram as discussões com a emissora britânica da BBC para sediar o próximo evento no Reino Unido, foram recebidos com decepção em Kiev, que exigia novas negociações.