Uma semana depois de renunciar, primeira-ministra da Suécia é eleita novamente

Magdalena Andersson, a primeira mulher a assumir o cargo mais importante da política sueca, foi reeleita pelo Parlamento depois de ter renunciado

Magdalena Andersson ocupava até então o cargo de Ministra das Finanças da Suécia e chefia o Comitê Monetário e Financeiro Internacional do FMI
Magdalena Andersson ocupava até então o cargo de Ministra das Finanças da Suécia e chefia o Comitê Monetário e Financeiro Internacional do FMI REUTERS

Rob PichetaHenrik PetterssonLauren Kentda CNN

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O Parlamento sueco elegeu novamente Magdalena Andersson para o cargo de primeira-ministra dias depois de ela ter renunciado. Ela é a primeira mulher a ocupar o cargo político mais importante do país.

Andersson foi escolhida para ser primeira-ministra na semana passada, mas renunciou no mesmo dia depois que sua proposta de orçamento foi derrotada, e o governo de coalizão que ela esperava liderar desmoronou.

Agora ela foi novamente nomeada para o cargo pelo Parlamento da Suécia e pretende formar um governo minoritário, composto apenas pelo seu próprio partido.

Ela assumirá oficialmente suas atribuições após uma reunião com o rei do país na terça-feira (30), fase que ela não chegou a cumprir na semana passada.

Andersson foi nomeada por meio de uma votação no Parlamento da Suécia, que está bastante dividido. Enquanto 101 deputados votaram nela, 173 votaram contra e 75 se abstiveram. Segundo as regras do país, um novo primeiro-ministro pode ser eleito, desde que a maioria dos legisladores não vote contra ele.

Como primeira-ministra, Andersson foi precedida por 33 homens. Ela substituirá Stefan Löfven, que deixou o cargo de primeiro-ministro do país e líder do partido socialdemocrata no início deste mês, e desde então lidera um governo interino.

Mas sua posição será mais uma vez desconfortável, dado o ambiente político fragmentado da Suécia. Os socialdemocratas de Andersson têm 100 cadeiras no Parlamento de 349, o que significa que o partido ainda terá que contar com outros partidos para aprovar qualquer lei.

Löfven governou depois de realizar um complexo ato de malabarismo para garantir o apoio dos partidos de esquerda e de centro no Parlamento, que não faziam parte do governo de coalizão.

Porém, o partido de centro, que foi atraído por Löfven, desistiu de apoiar o orçamento de Andersson na semana passada.

Após a nova votação nesta segunda-feira (29), os socialdemocratas suecos tuitaram: “Vamos quebrar a segregação e repelir a violência, criar os empregos verdes do futuro, liderando as mudanças climáticas e recuperando bem-estar (social). Liderados por Magdalena Andersson – nossa primeira- ministra!”

Ela deve apresentar suas nomeações governamentais ao rei na terça-feira (30), em uma reunião formal conhecida como Conselho de Estado.

Andersson atua como ministro das finanças da Suécia desde 2014. Anteriormente, trabalhou como vice-diretora-geral da Agência Sueca de Impostos.

(Texto traduzido. Leia o original aqui.)

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