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    União Europeia está próxima de adotar primeiras regras para inteligência artificial

    Legislação regulará, por exemplo, os modelos básicos de inteligência artificial generativa, como da OpenAI, a criadora do ChatGPT

    Foo Yun Cheeda Reuters

    A União Europeia ficou mais próxima de adotar as primeiras regras para inteligência artificial do mundo nesta quarta-feira (13), após parlamentares do bloco aprovarem um acordo provisório para regular uma tecnologia cujo uso está crescendo rapidamente em uma ampla gama de setores e na vida cotidiana.

    A legislação, denominada “Lei de IA”, regulamentará os modelos básicos de inteligência artificial generativa, como da OpenAI, a criadora do ChatGPT, que são treinados em grandes volumes de dados para gerar novos conteúdos e até mesmo executar tarefas.

    A medida restringirá o uso por governos de vigilância biométrica em tempo real em espaços públicos a casos de determinados crimes, prevenção de ameaças genuínas, como ataques terroristas, e buscas de pessoas suspeitas dos delitos mais graves.

    As regras abrangerão modelos de IA de alto impacto e de uso geral e sistemas de IA de alto risco, que terão que cumprir obrigações específicas de transparência e leis de direitos autorais da UE.

    No total, 523 parlamentares do bloco europeu votaram a favor do acordo, enquanto 46 foram contra e 49 se abstiveram.

    “Recebo o apoio esmagador do Parlamento Europeu à Lei de IA da UE, a primeira estrutura abrangente e vinculativa do mundo para uma IA confiável. A Europa é agora uma referência mundial em IA confiável”, avaliou o chefe do setor tecnológico na UE, Thierry Breton.

    Os países do grupo deverão dar o seu aval formal ao acordo em maio, com projeção de que a legislação entre em vigor no início do próximo ano e seja aplicada em 2026, embora algumas das disposições entrem em vigor mais cedo.

    O Parlamento Europeu e os países fecharam um acordo preliminar em dezembro, após quase 40 horas de negociações sobre questões como o uso de vigilância biométrica pelos governos e como regular os modelos básicos de IA generativa, como o ChatGPT.