Veja companhias aéreas que ainda estão operando na Venezuela

Alerta dos Estados Unidos de que espaço aéreo deve ser considerado fechado gerou crise na aviação do país sul-americano

Da CNN Brasil
Avião da companhia aérea venezuelana Conviasa chegando ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em La Guaira, Venezuela
Avião da companhia aérea venezuelana Conviasa chegando ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em La Guaira, Venezuela  • Jesus Vargas/Getty Images
Compartilhar matéria

O alerta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o espaço aéreo da Venezuela deve ser considerado fechado gerou uma crise na aviação do país sul-americano.

Diversas companhias anunciaram suspensão nos voos de e para o território venezuelano, como Iberia, TAP, Avianca, Latam Colombia, Turkish Airlines e Gol.

Essas empresas tiveram licenças de operação revogadas pelo regime venezuelano, que as acusou de participarem "dos atos de terrorismo promovidos" pela Casa Branca.

De toda forma, algumas companhias aéreas continuam operando na Venezuela. É o caso da Boliviana de Aviación e das empresas locais Avior e a estatal Conviasa.

A Copa Airlines, do Panamá, a Wingo, da Colômbia, suspenderam temporariamente as operações nesta semana alegando problema de sinal. Anteriormente, elas haviam confirmado que continuariam suas atividades. Ainda assim, não está claro se vão retomar os voos após a pausa anunciada na quarta-feira (3).

A colombiana Satena também informou a suspensão dos voos para a Venezuela.

Em 21 de novembro, a FAA (Administração Federal de Aviação dos EUA) recomendou “extrema cautela” ao sobrevoar a Venezuela e o sul do Caribe devido ao que considera “uma situação potencialmente perigosa” na região, em meio à movimentação militar americana na área.

Antes do alerta dos EUA em novembro, a Venezuela tinha 105 voos internacionais semanais para 16 destinos e 12 companhias aéreas internacionais operando no país, segundo dados fornecidos à agência de notícias EFE pela ALAV (Associação Venezuelana de Companhias Aéreas).

Além dos voos que ainda operam, o acesso terrestre é possível nas fronteiras com a Colômbia e o Brasil, ambos territórios geograficamente complexos, e com a Guiana, com a qual mantém uma disputa territorial.