Veja fotos da reunião entre Trump e Putin no Alasca

Líderes se cumprimentaram após descerem de aviões presidenciais; principal ponto da discussão é a guerra da Ucrânia

Tiago Tortella, da CNN, em São Paulo
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Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Vladimir Putin, presidente da Rússia, se reuniram nesta sexta-feira (15) para uma cúpula no Alasca. Ambos desembarcaram na Base Aérea de Elmendorf, onde se cumprimentaram.

Trump aplaudiu enquanto Putin se aproximava e antes de apertarem as mãos. Foi estendido um tapete vermelho para receber os presidentes, que termina em um palco com o letreiro "Alasca 2025". Ao lado, estão enfileirados caças F-22 Raptor.

Então, os chefes de Estado entraram no carro conhecido como "Besta", usado para o transporte do presidente dos Estados Unidos, e foram levados para uma sala onde ocorre a reunião bilateral.

Estava previsto inicialmente que a reunião teria presença apenas de Trump e Putin, mas a Casa Branca anunciou que outras autoridades também participarão. Não está claro o que motivou a mudança de planos.

O principal ponto de discussão da reunião será a guerra na Ucrânia, mas autoridades afirmam que pode ser debatido um acordo de armas nucleares e também cooperação econômica.

Entenda a guerra na Ucrânia

A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e detém atualmente cerca de um quinto do território do país vizinho.

Ainda em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.

Os russos avançam lentamente pelo leste e Moscou não dá sinais de abandonar seus principais objetivos de guerra. Enquanto isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pressiona por um acordo de paz.

A Ucrânia tem realizado ataques cada vez mais ousados dentro da Rússia e diz que as operações visam destruir infraestrutura essencial do Exército russo.

O governo de Putin, por sua vez, intensificou os ataques aéreos, incluindo ofensivas com drones.

Os dois lados negam ter como alvo civis, mas milhares morreram no conflito, a grande maioria deles ucranianos.

Acredita-se também que milhares de soldados morreram na linha de frente, mas nenhum dos lados divulga números de baixas militares.

Os Estados Unidos afirmam que 1,2 milhão de pessoas ficaram feridas ou mortas na guerra.