Veja qual foi o equipamento utilizado para recuperar os destroços do submarino Titan

Destroços do submarino que implodiu durante expedição ao Titanic chegaram ao porto de Saint Johns, no Canadá, nesta quarta-feira (28)

Gabriel Ferneda, da CNN, Em São Paulo
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Os destroços do submersível Titan, que implodiu no Oceano Atlântico durante expedição ao Titanic, chegaram no porto de Saint Johns, no Canadá, nesta quarta-feira (28). As primeiras fotos do que restou da embarcação foram reveladas.

O responsável por trazer o material à superfície foi a empresa Pelagic Research Services, que disse à CNN que “concluiu com sucesso” as operações de resgate do submarino Titan e “estará em processo de desmobilização do Horizon Arctic” nesta manhã.

"Eles trabalharam incansavelmente por dez dias, enfrentando os desafios físicos e mentais desta operação, e estão ansiosos para completar a missão e retornar para seus entes queridos", disse a empresa em um comunicado.

As buscas pelo submarino Titan utilizaram os chamados ROVs, veículo de operação remota que permite fazer uma intervenção em águas profundas.

Os ROVs são muito grandes e poderosos, equipados com luzes, câmeras e tecnologia que os tornam “construídos especificamente para ir a essas profundezas”, disse Mike Welham, especialista em operações marítimas e escritor, à CNN.

Veículo operado remotamente ajuda na busca pelo submarino OceanGate desaparecido / Pelagic Research Services
Veículo operado remotamente ajuda na busca pelo submarino OceanGate desaparecido / Pelagic Research Services

“Eles, então, começarão um padrão de busca”, explicou Welham. “Está escuro como breu lá embaixo, então as luzes estão se apagando na frente dele, e a câmera vai gravar tudo o que acontece na frente (dele)”.

Submarino desaparecido

O submarino Titan, da OceanGate, estava desaparecido desde o dia 18 de junho. A Guarda Costeira dos Estados Unidos confirmou a morte dos passageiros do submarino 22 de junho, após perda da pressão da cabine.

Estavam no submarino o empresário britânico Hamish Harding; o mergulhador Paul-Henri Nargeolet; o empresário paquistanês Shahzada Dawood e seu filho, Sulaiman Dawood; e o CEO e fundador da OceanGate, Stockton Rush.

“Em nome da guarda costeira dos EUA dou os pêsames para as famílias. Só consigo imaginar como isso tem sido para eles e espero que essa descoberta traga algum conforto nesse momento tão difícil”, disse o contra-almirante John Mauger, comandante do Primeiro Distrito da Guarda Costeira, em entrevista à imprensa.