Venezuela anuncia processo para restabelecer missões diplomáticas com EUA
Governo interino confirmou ida de autoridades americanas ao país e afirmou que delegação venezuelana será enviada aos Estados Unidos
O governo da Venezuela anunciou nesta sexta-feira (9) o que chamou de "processo diplomático exploratório" com os Estados Unidos, visando o restabelecimento de missões diplomáticas em ambos os países.
A administração interina de Delcy Rodríguez reforçou as críticas à captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores, classificando o caso como "agressão criminosa, ilegítima e ilegal contra seu território e seu povo".
De toda forma, o governo venezuelano afirmou que "enfrentará essa agressão" pela via diplomática, confirmando a ida de uma equipe do Departamento de Estado dos EUA ao país. Os americanos farão avaliações técnicas e logísticas "inerentes às funções diplomáticas".
Além disso, foi anunciado o envio de uma delegação de diplomatas da Venezuela para os Estados Unidos.
Todo esse processo tem como objetivo abordar as consequências do ataque dos EUA e a captura de Maduro, bem como definir uma agenda de trabalho de interesse mútuo.
Também nesta sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que cancelou uma segunda onda de ataques contra a Venezuela devido à cooperação alcançada com o país.
Ele avaliou que as duas nações estão trabalhando bem juntas, principalmente sobre a "reconstrução" da infraestrutura de petróleo e gás.
Anteriormente, o chefe de Estado americano anunciou que a Venezuela entregará até 50 milhões de barris de petróleo aos EUA, que então venderão o produto.
Além disso, na quinta-feira (9), o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, afirmou que o país soltaria um "número significativo" de prisioneiros, em um "gesto de paz".
Cerca de 10 presos políticos foram libertados até o início da tarde desta sexta, incluindo uma proeminente advogada venezuelana-espanhola, um jornalista das Ilhas Canárias e outros.


