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    Venezuela descumpre acordos ao negar salvo-conduto para opositores, diz chanceler argentina

    Integrantes da equipe de Maria Corina Machado estão asilados na embaixada da Argentina em Caracas

    Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no Palácio Miraflores em Caracas
    Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no Palácio Miraflores em Caracas 09/04/2024REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

    Luciana Taddeoda CNN em Buenos Aires

    A ministra das Relações Exteriores da Argentina, Diana Mondino, disse na quinta-feira (16) que o governo venezuelano descumpriu acordos internacionais ao negar salvo-conduto para os seis opositores que estão asilados na embaixada argentina em Caracas.

    “É um descumprimento absoluto de todos os convênios internacionais e não tem nenhum sentido do nosso ponto de vista tentar reter pessoas contra a sua vontade”, disse a chanceler argentina ao canal de notícias NTN 24, em Washington.

    Mondino se reuniu com o conselheiro de Segurança dos Estados Unidos, Jake Sullivan, e, nesta sexta-feira (17), se encontrará com o secretário de Estado Antony Blinken.

    Na última quarta-feira (15), Diosdado Cabello, nome importante do chavismo, disse em seu programa de televisão que o governo venezuelano não dará salvo-conduto para os opositores que estão na embaixada argentina em Caracas desde março.

    O porta-voz do governo de Javier Milei, Manuel Adorni, afirmou, no entanto, que a Casa Rosada — sede do governo argentino — mantém o diálogo com o Palácio de Miraflores — sede do governo venezuelano — para obter a permissão para que os opositores deixem a Venezuela em segurança.

    Os seis venezuelanos que estão na representação argentina em Caracas são integrantes da equipe da líder opositora María Corina Machado, contra os quais o Ministério Público da Venezuela emitiu mandados de prisão.

    O argumento do MP é que eles estariam vinculados a planos de desestabilização do país e até de assassinato do presidente Nicolás Maduro.

    Ao todo, sete integrantes da equipe de Corina Machado foram presos até o momento e, segundo sua equipe, quatro deles estão sem nenhum contato com seus advogados ou familiares.

    Após receber os asilados em sua embaixada na capital venezuelana, o governo argentino chegou a emitir um comunicado alertando Caracas da obrigação, pelos Estados receptores, de proteger a integridade das missões diplomáticas

    A nota foi divulgada em março, após o edifício diplomático ficar sem energia elétrica.

    Um dos asilados, Pedro Urruchurtu, coordenador internacional da campanha da líder opositora María Corina Machado, chegou a afirmar a uma rádio argentina que funcionários da empresa estatal de eletricidade roubaram os fusíveis da propriedade.

    De acordo com a Convenção sobre Asilo Diplomático, assinada em 1954, os Estados são obrigados a permitir imediatamente a saída para território estrangeiro dos asilados quando os países que concederam asilo outorgam a medida e fazem esse pedido.

    O asilo somente pode ser concedido em casos de urgência, como perseguição, com risco de vida, liberdade ou integridade pessoal. Não é permitido, segundo o acordo, dar asilo a pessoas condenadas ou processadas por crimes comuns.