Venezuela diz que CIA e Trinidad e Tobago querem provocar guerra no Caribe

Em comunicado, regime de Maduro diz que ataque para gerar enfrentamento militar está em curso

Luciana Taddeo, da CNN Brasil, Buenos Aires
Venezuela mobiliza milícia em resposta ao envio de navios de guerra dos EUA  • 30/8/2025 REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria
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A chancelaria da Venezuela denunciou neste domingo (26) uma “provocação militar” de Trinidad e Tobago em coordenação com a CIA (Agência de Inteligência dos Estados Unidos), para causar uma guerra no Caribe.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores venezuelano afirma ter capturado “um grupo mercenário com informações diretas da CIA, e pode determinar que está em curso um ataque de falsa bandeira”, para gerar “um enfrentamento militar completo” com a Venezuela.

A pasta de Nicolás Maduro diz que o ataque aconteceria a partir de águas limítrofes com Trinidad e Tobago, do território do país ou da própria Venezuela.

Nesta semana, a chancelaria de Trinidad e Tobago anunciou a realização de exercícios conjuntos com os EUA e que o destróier da Marinha norte-americana USS Gravely atracaria hoje no país. Este navio de guerra é capaz de transportar mísseis e realizar ataques.

A Venezuela acusa a primeira-ministra da nação caribenha de converter seu território em um porta-aviões dos Estados Unidos para a guerra em todo o Caribe contra a Venezuela, a Colômbia e toda a América do Sul.

Trinidad e Tobago fica a poucos quilômetros da Venezuela. Os exercícios militares entre o país e os EUA acontecem em meio à tensão pela militarização do Mar do Caribe pelas forças norte-americanas, que têm atacado embarcações. O argumento da Casa Branca para a mobilização é o combate ao tráfico de drogas para os EUA.

Desde setembro, 10 barcos foram destruídos pelos EUA no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico, matando 43 pessoas.

O presidente colombiano Gustavo Petro denuncia que um dos mortos era um pescador do país que ficou à deriva, que não tinha vínculo com o tráfico de drogas.

Na sexta-feira (24), os EUA anunciaram o envio do maior porta-aviões do mundo para a região. Paralelamente, a Casa Branca não descarta realizar ataques no território venezuelano, com o argumento de combate ao tráfico.