Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Venezuela e Colômbia aumentarão presença militar ao longo de fronteira compartilhada

    Países restabeleceram relações em agosto do ano passado, depois que o presidente colombiano Gustavo Petro assumiu o cargo

    Pessoas atravessam fronteira Colômbia-Venezuela
    Pessoas atravessam fronteira Colômbia-Venezuela 28/6/2022 REUTERS/Carlos Eduardo Ramirez

    da Reuters

    A Venezuela e a Colômbia aumentarão o número de tropas destacadas ao longo de sua fronteira compartilhada em pontos informais de travessia onde grupos criminosos armados ligados ao narcotráfico costumam operar, disseram os ministros da Defesa dos dois países na quinta-feira (11).

    Os ministros se reuniram em Caracas para discutir a ameaça à segurança dos grupos “que cruzam a fronteira e realizam atividades criminosas tanto no território venezuelano quanto no colombiano”, disse o ministro da Defesa colombiano, Iván Velásquez, em uma transmissão do canal de televisão estatal venezuelano.

    As autoridades não especificaram quantas tropas seriam enviadas para a fronteira, nem quando. A fronteira se estende por cerca de 2.200 quilômetros, grande parte dela através de selvas remotas.

    Velásquez também discutiu os esforços do governo colombiano para “atingir as finanças dos grupos criminosos com o máximo de força possível” como forma de enfraquecê-los, disse ele.

    A Venezuela e a Colômbia restabeleceram relações em agosto do ano passado, depois que o presidente colombiano, Gustavo Petro, de esquerda, assumiu o cargo.

    O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, disse que os dois países têm trabalhado para “criar confiança pouco a pouco, embora o processo seja um pouco tortuoso”.

    Antes da posse de Petro, as relações eram frias, com os governos dos dois países trocando acusações de intromissão nos assuntos um do outro.

    Bogotá havia dito que Caracas apoiou guerrilheiros e traficantes de drogas que operam na Colômbia, enquanto a Venezuela acusava a Colômbia de apoiar insurgentes armados que planejavam derrubar o presidente Nicolás Maduro.