Venezuela está preparada para "guerra prolongada", diz ministro de Maduro

Número dois do chavismo também afirmou que país discutirá "transição para luta armada"

Luciana Taddeo, da CNN, Buenos Aires
Venezuela mobiliza milícia em resposta ao envio de navios de guerra dos EUA
Venezuela mobiliza milícia em resposta ao envio de navios de guerra dos EUA 30/8/2025 REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria  • Leonardo Fernandez Viloria/Reuters
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O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, afirmou nesta quarta-feira (10), que o país está preparado para uma “guerra prolongada”.

“Nós estamos preparados faz tempo para qualquer guerra prolongada. Este povo está preparado. E para a surpresa de alguns lacaios, até setores opositores se juntaram à iniciativa de defender a pátria”, disse Cabello.

As declarações do número dois do chavismo acontecem em meio ao envio de pelo menos sete navios de guerra e um submarino de propulsão nuclear, com mais de 1.400 fuzileiros navais dos Estados Unidos, para as proximidades da costa venezuelana.

A administração de Donald Trump afirma que a militarização da região é parte de uma operação para combater o narcotráfico. A Casa Branca aponta, no entanto, Nicolás Maduro como chefe do Cartel de los Soles e anunciou uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à sua prisão.

“Sabemos que isso não tem nada a ver com drogas, querem sair da Revolução Bolivariana, o que eles chamam de uma mudança de regime”, rebateu o ministro chavista sobre o envio das embarcações dos EUA para a região.

Nesta quinta-feira (11), Maduro anunciou que integrantes das Forças Armadas e de segurança serão mandados para 284 frentes de batalha do país. Segundo ele, os agentes precisarão proteger a costa venezuelana de ponta a ponta contra “invasores”.

Desde o envio de embarcações americanas para o sul do Caribe, Maduro convocou a população para se inscrever na Milícia Bolivariana, braço civil das Forças Armadas criado pelo ex-presidente Hugo Chávez para complementar o trabalho dos militares.

Segundo o chavismo, o país conta com mais de 8 milhões de inscritos e reservistas para defender o território. A cifra, no entanto, é questionada por especialistas.