Venezuela revoga licenças de companhias aéreas após cancelamentos de voos
Gol, empresa brasileira, está entre as afetas pela medida; Caracas havia dado 48 horas para as operações serem normalizadas no início da semana
A Venezuela revogou as autorizações de operação de seis grandes companhias aéreas internacionais depois que elas suspenderam voos para o país em decorrência de um alerta da FAA (Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos na sigla em inglês).
A autoridade de aviação civil venezuelana revogou as licenças das companhias: Iberia, TAP, Avianca, Latam Colombia, Turkish Airlines e Gol.
Caracas afirmou, em comunicado, que as companhias aéreas "uniram-se às ações de terrorismo de Estado promovidas pelos Estados Unidos" ao suspenderem "unilateralmente" os voos comerciais.
Na semana passada, a FAA alertou as principais companhias aéreas sobre uma "situação potencialmente perigosa" ao sobrevoar a Venezuela, devido ao "agravamento da situação de segurança e ao aumento da atividade militar dentro e nos arredores" do país.
Caracas afirmou que o alerta de segurança dos EUA não tem jurisdição sobre seu espaço aéreo.
Há meses, as forças armadas dos Estados Unidos vêm enviando tropas para o Caribe em meio ao agravamento das relações com a Venezuela, para combater o que consideram ser o papel do ditador Nicolás Maduro, no fornecimento de drogas ilegais que mataram americanos.
Maduro nega as acusações e afirma que o presidente americano, Donald Trump, busca destituí-lo do poder.
Diversas companhias aéreas internacionais cancelaram voos para a Venezuela nos últimos dias, ignorando o prazo de 48 horas estipulado por Caracas para a retomada das operações.
A Iberia afirmou que deseja retomar os voos para a Venezuela assim que as condições de segurança forem totalmente atendidas.
A Air Europa e a Plus Ultra suspenderam seus voos, mas não tiveram as autorizações revogadas.


