Vice dos EUA diz que ataques à Ilha de Kharg não são mudança de estratégia
Forças americanas atingiram alvos no território iraniano, que é crucial para exportação de petróleo do país

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, confirmou nesta terça-feira (7) os ataques recentes contra a Ilha de Kharg, no Irã, mas afirmou que eles não representam uma mudança de estratégia, tendo em vista o prazo imposto pelo presidente Donald Trump para que o regime iraniano abra o Estreito de Ormuz.
Vance disse que conversou previamente com o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, e com o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine.
"Pelo que entendi, após conversar com Pete [Hegseth] e o general Caine, iríamos atacar alguns alvos militares na ilha de Kharg. Acredito que o fizemos", disse ele durante uma coletiva de imprensa em Budapeste, nesta terça.
Vance afirmou que não acredita que os ataques representem uma mudança de estratégia, nem que alterem o prazo das 21h, no horário de Brasília, imposto pelo presidente ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz.
Um oficial americano e uma fonte da Casa Branca disseram à CNN mais cedo que os EUA atacaram alvos militares na Ilha de Kharg durante a noite.
Os ataques não tiveram como alvo instalações petrolíferas, de acordo com o oficial americano.
Os EUA já haviam atacado a Ilha de Kharg em 13 de março. O Comando Central americano pontuou na época que 90 alvos foram atingidos, incluindo “instalações de armazenamento de minas navais, bunkers de armazenamento de mísseis e vários outros locais militares”.


