Vídeo: Exército do Nepal realiza operações de resgate em enchentes

Cerca de três mil militares foram mobilizados para auxiliar nas buscas, segundo autoridades

Da CNN
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As operações de resgate estão se intensificando no Nepal e na China, após inundações repentinas e devastadoras matarem mais de 359 pessoas segundo a mídia local e deixarem mais de 1.300 desaparecidas, incluindo mais de 700 estrangeiros que visitavam a região, segundo autoridades.

Um vídeo publicado pelo Exército do Nepal mostra militares carregando uma pessoa coberta de lama, helicópteros sendo mobilizados para avaliar danos e apoiar operações de busca a partir do alto e soldados caminhando pela lama para retirar sobreviventes de áreas afetadas pelas inundações.

Veja o vídeo:

Mais de três dezenas de pessoas resgatadas estão recebendo atendimento em hospitais da capital, Catmandu, e do distrito de Rasuwa, próximo ao local das inundações, informou a polícia.

Cerca de três mil policiais foram mobilizados para auxiliar nas operações de busca e resgate, que tem sido dificultadas pelo terreno montanhoso, pelas condições climáticas adversas, por estradas bloqueadas e pela falta de conectividade nas áreas mais atingidas, segundo autoridades.

Veja as nacionalidades dos turistas desaparecidos no Nepal

Segundo a China, que vem divulgando números atualizados, 260 estrangeiros estão desaparecidos no lado chinês da fronteira, na região do Tibete. O Ministério das Relações Exteriores da China disse que, embora detalhes específicos sobre os estrangeiros ainda estejam sendo verificados, alguns eram turistas e outros eram peregrinos.

O Nepal disse que os países com os maiores números de cidadãos desaparecidos no seu lado da fronteira são Índia (178); Estados Unidos (65); Ucrânia (53), Malásia (51); Austrália (35), Reino Unido (33) e Canadá (25), totalizando 440 pessoas.

Muitos dos cidadãos estrangeiros desaparecidos no Nepal estavam em excursões de trekking ou peregrinações religiosas nos vales remotos, mas pitorescos, do norte do Nepal, que são uma grande atração turística.

Até a manhã desta quinta-feira (27), não havia registros de brasileiros entre os desaparecidos.

Grupo sumiu em excursão

Vinte e dois americanos viajaram para o Monte Kailash em um grupo formado por 77 peregrinos, incluindo 12 canadenses, 11 australianos, nove britânicos e outros da Alemanha, França e de outras nações. Três voluntários nepaleses também os apoiavam, disse um porta-voz da Isha Foundation à CNN.

O grupo estava no centro de imigração de Gyirong, tendo acabado de concluir uma viagem ao Monte Kailash, quando as águas da enchente avançaram pelo prédio e por grande parte da cidade, disse o porta-voz.

O líder da organização, Sadhguru, disse em um comunicado à CNN que havia perdido contato com o grupo e pediu permissão para chegar a Gyirong com uma pequena equipe de voluntários. Ele afirmou que a embaixada americana estava entre as instituições trabalhando para conseguir acesso.

Por que tantos peregrinos indianos estavam viajando pelo Nepal atingido pelas enchentes

A jornada sagrada atrai milhares de devotos para algumas das regiões mais remotas e imprevisíveis do Himalaia.

No hinduísmo, o Monte Kailash, no Tibete, é reverenciado como a morada do deus Shiva, enquanto o Lago Manasarovar é considerado um dos lugares mais sagrados da religião, onde peregrinos vão para rezar e buscar purificação espiritual.

A peregrinação também tem grande importância para budistas e jainistas. Para muitos, fazer a viagem pelo menos uma vez na vida é uma ambição espiritual, apesar das exigências físicas e de outros riscos.

A viagem está longe de ser simples. Muitos passam pelo Nepal antes de cruzar para o Tibete, percorrendo estradas de alta altitude em uma região particularmente vulnerável a deslizamentos de terra e enchentes repentinas durante a temporada de monções.

A rota por Rasuwa, no Nepal, é um importante ponto de passagem para o Tibete. As enchentes de quarta-feira levaram a ponte Miteri, entre Nepal e China, danificaram estradas e interromperam as conexões móveis e de fibra óptica, dificultando o contato de famílias e operadores turísticos com os peregrinos que aguardavam para cruzar a fronteira.