Waack: Corte dos EUA derrota política anti-imigração de Trump
O que a Suprema Corte fez hoje, em resumo, foi dizer que imigrantes tornam o país mais forte
A Suprema Corte impôs, nesta terça-feira (30), uma das mais significativas derrotas ao presidente americano, Donald Trump. Uma com significado também para países como o Brasil, com seu grande número de pessoas que foram buscar viver nos Estados Unidos.
Os juízes bloquearam, por maioria confortável, a tentativa de Trump de acabar com a cidadania americana automática para quem nasce naquele país. A justificativa para a decisão foi acachapante para o presidente americano.
O direito à cidadania está na décima quarta emenda da Constituição dos Estados Unidos. "Cidadania, naquela época e agora, é o direito a ter direitos, e de participar livremente na nossa comunidade, e é isso que estamos mantendo", escreveram os juízes da Suprema Corte.
O simbolismo da decisão é relevante por dois motivos. Sábado comemora-se os duzentos e cinquenta anos da revolução americana - a que consagrou o principio da cidadania acima.
E, em segundo lugar, é um duro golpe na política de imigração com a qual Trump construiu boa parte da sua última vitória eleitoral.
É difícil até mesmo entender como o país fundado há dois séculos e meio se tornou a maior super potência da história da humanidade sem as várias ondas de imigrantes e o direito à cidadania.
Hoje quinze por cento de todos os residentes nos Estados Unidos nasceram fora do país - a maior proporção desde o final do século dezenove.
Mas na era de hoje os americanos se mostram pessimistas em relação ao futuro do próprio país, o que explica a popularidade de políticas anti imigração. O que a corte suprema fez hoje, em resumo, foi dizer que imigrantes tornam o país mais forte.



