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    Waack: O mundo mudou, não vai mais ser o mesmo

    Ficou bem reduzido o espaço de manobra para o Brasil ficar em cima do muro na competição entre Estados Unidos e China, por exemplo, e isso tem a ver sobretudo com a política de defesa

    William Waackda CNN

    Antes mesmo de tomar posse, o presidente Lula deve se encontrar com o presidente americano Joe Biden, e com o assessor de segurança nacional dele, Jack Sullivan, que está vindo a Brasília.

    Os americanos têm dado claros recados ao Brasil e eles implicam revisar boa parte do que Lula praticou em termos de política externa 20 anos atrás.

    Ficou bem reduzido o espaço de manobra para o Brasil ficar em cima do muro na competição entre Estados Unidos e China, por exemplo, e isso tem a ver sobretudo com a política de defesa.

    Os principais projetos brasileiros de defesa – leia-se armas – são um submarino nuclear com apoio francês, e caças supersônicos comprados da Suécia – que abandonou a neutralidade e ingressou na Otan.

    Além de armas anti tanques americanas de última geração que fizeram grande sucesso na guerra da Ucrânia – os mísseis javelin.

    Na nova estratégia nacional de segurança americana o mundo está dividido entre autocracias – lideradas por China, e democracias, lideradas pelos Estados Unidos.

    Se o Brasil quiser ficar do lado que está demonstrando grande superioridade tecnológica na guerra da Ucrânia, terá de ficar do lado ocidental. Mas o Brasil tem negócios fundamentais com a China.

    Como se comportar nesse delicado contexto internacional?

    O que saiu até aqui da equipe de transição de Lula é um pouco a repetição do que aconteceu há 20 anos.

    É o principal recado dos americanos para o Brasil: o mundo mudou, não vai mais ser o mesmo.