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    Xangai declara “vitória” sobre Covid-19, e Pequim anuncia reabertura de escolas

    Principais cidades da China continuam processos de reabertura enquanto tentam impedir propagação de casos ligados à variante Ômicron

    Funcionário de saúde faz exame em homem nas ruas de Xangai, China
    Funcionário de saúde faz exame em homem nas ruas de Xangai, China Aly Song/Reuters

    Brenda GohRyan Wooda Reuters

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    O governo da capital chinesa Pequim disse neste sábado (25) que permitiria que as escolas primárias e secundárias retomassem as aulas presenciais, e o principal chefe do partido governista de Xangai declarou vitória sobre a Covid-19 depois que a cidade não relatou casos locais de infecção pela primeira vez em dois meses.

    As duas principais cidades do país estão entre vários lugares na China que implementaram restrições para impedir a propagação da onda gerada pela variante Ômicron entre março a maio, com Xangai impondo um lockdown de dois meses em toda a cidade que foi suspenso em 1º de junho.

    Os esforços, parte da adesão da China a uma política de Covid-zero, que busca erradicar todos os surtos da doença, reduziram o número de casos, mas muitas das medidas pesadas alimentaram a raiva e até mesmo protestos raros, e afetaram fortemente a economia.

    Pequim fechou suas escolas no início de maio e pediu aos alunos que migrassem para o aprendizado on-line em meio a um aumento nos casos transmitidos localmente. Alunos do último ano do ensino fundamental e médio foram autorizados a retornar às salas de aula a partir de 2 de junho.

    No sábado, com o número de casos diminuindo nos últimos dias, a comissão de educação da capital disse que todos os alunos do ensino fundamental e médio da capital podem retornar às aulas presenciais a partir de segunda-feira (27). Os jardins de infância poderão reabrir a partir de 4 de julho.

    O Departamento Municipal de Esportes de Pequim disse separadamente que as atividades esportivas para os jovens poderão ser retomadas em locais não escolares em 27 de junho em áreas onde nenhum caso comunitário foi relatado por sete dias consecutivos, com exceção de locais em porões, que permanecerão fechados.

    O Universal Beijing Resort, que estava fechado há quase dois meses, reabriu no sábado.

    Enquanto isso, Xangai não registrou novos casos locais – sintomáticos ou assintomáticos – em 24 de junho, a primeira vez desde 23 de fevereiro.

    O chefe do Partido Comunista de Xangai, Li Qiang, afirmou na abertura do congresso do partido da cidade no sábado que as autoridades “ganharam a guerra para defender Xangai” contra a Covid-19, implementando as instruções do presidente Xi Jinping, e que as decisões de prevenção da epidemia de Pequim estavam “completamente corretas”.

    A cidade, no entanto, continua no limite. A maioria dos alunos não foi autorizada a retomar as aulas presenciais e as refeições em ambientes fechados ainda são proibidas. O governo também planeja continuar realizando testes de PCR em massa para seus 25 milhões de habitantes todos os finais de semana até o final de julho.

    E ressaltando as dificuldades contínuas em acabar com a Ômicron, a cidade de Shenzhen, no sul, que implementou um bloqueio de uma semana em março, disse no sábado que fecharia todos os cinemas e parques, além de suspender eventos públicos no distrito de Futian, depois que seis casos locais foram registrados na sexta-feira.

    Os restaurantes do distrito, que tem uma população de cerca de 1,55 milhão de pessoas e abriga as sedes da gigante chinesa de seguros Ping An e do governo da cidade, também serão limitados a 50% de sua capacidade habitual, disseram as autoridades.

    A cidade agora também exige que os moradores mostrem um teste negativo para Covid-19 para entrar em locais públicos que tenha sido realizado nas últimas 24 horas, encurtado das 48 horas anteriormente, o que, em essência, exige que as pessoas se testem diariamente para entrar em locais como shoppings ou usar o transporte público.

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