Xi Jinping visitará EUA após "reunião histórica" com Trump, diz China

Ministério das Relações Exteriores chinês afirmou que presidentes se envolveram em uma comunicação profunda e alcançaram resultados substanciais

Lauren Kent, da CNN
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O Ministério das Relações Exteriores da China informou que o presidente Xi Jinping visitará os Estados Unidos no outono do hemisfério norte (entre o final de setembro e dezembro), a pedido do presidente Donald Trump.

A chancelaria também classificou a reunião desta semana entre os dois líderes como “histórica” e substancial.

“Este foi um encontro importante, no qual os dois chefes de Estado se envolveram em uma comunicação profunda e alcançaram resultados substanciais”, disse o ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, à mídia estatal, também chamando-o de “um encontro histórico”.

Ele destacou particularmente o progresso em questões comerciais e econômicas.

Avanço em negociação sobre comércio

Wang afirmou que os negociadores comerciais alcançaram “resultados equilibrados e positivos no geral, incluindo a continuidade da implementação de todos os consensos alcançados em consultas anteriores”.

China e EUA abordaram “preocupações sobre o acesso ao mercado de produtos agrícolas” e promoveram a expansão do comércio sob uma estrutura de reduções tarifárias recíprocas.

Os dois países também concordaram em estabelecer um conselho de comércio e um conselho de investimento, segundo Wang.

Pedido de negociação com o Irã

Em relação à guerra no Irã, Wang disse: “A China incentiva tanto os EUA quanto o Irã a continuarem resolvendo suas diferenças e disputas, incluindo a questão nuclear, por meio de negociações, e defende a reabertura do Estreito de Ormuz o mais breve possível, com base na manutenção de um cessar-fogo".

Contato sobre guerra na Ucrânia

O governo chinês – que mantém fortes laços com a Rússia – afirmou que espera que o conflito na Ucrânia termine o mais rápido possível.

“A China e os EUA estão dispostos a continuar mantendo a comunicação e a desempenhar um papel construtivo na promoção de uma solução política para a crise”, pontuou Wang.

O Kremlin informou nesta sexta-feira que o presidente russo, Vladimir Putin, planeja uma visita à China.