Zelensky diz que ofereceu novo encontro com Putin na cúpula do G7

Presidente ucraniano afirmou que Estados Unidos e Europa apoiam reunião, mas Moscou "não está pronta" para conversar sobre o fim da guerra

Daniel Flynn e Peter Graff, da Reuters
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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta segunda-feira (15) que ofereceu um encontro com Vladimir Putin na cúpula do G7, na França, esta semana, para negociações com o objetivo de pôr fim à guerra que já dura quatro anos, mas o líder russo não se mostrou disposto a conversar.

Zelensky, falando de um mosteiro histórico em Kiev, danificado em um ataque aéreo russo durante a noite, disse que os Estados Unidos concordaram em convidar Putin para o encontro, que começa nesta segunda-feira em Évian-les-Bains.

"Deixamos claro que estamos prontos para nos encontrar com Putin durante o G7, já que Trump e Macron estarão lá, ou seja, europeus e americanos. Esta é uma boa, aliás, uma excelente oportunidade para nos reunirmos", disse Zelensky a jornalistas em inglês.

"A Europa e os Estados Unidos chegaram a um acordo, e a Rússia demonstrou mais uma vez que... não está pronta para dialogar", continuou ele.

Um funcionário ucraniano afirmou que Zelensky havia comunicado aos americanos e ao presidente francês, Emmanuel Macron, a proposta de conversas no âmbito do G7. A Ucrânia também entregou o convite diretamente aos seus homólogos russos, mas não recebeu uma resposta clara, disse o funcionário.

O gabinete de Macron não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Em uma carta aberta a Putin neste mês, Zelensky ofereceu-se para um encontro presencial e sugeriu que a guerra estava aumentando a pressão sobre a economia russa.

Em resposta, Putin declarou publicamente que não via motivos para uma reunião e que os ataques de drones de longo alcance da Ucrânia não representavam uma ameaça econômica.

Pelo menos dez pessoas morreram no ataque russo contra Kiev e na cidade de Kharkiv, no nordeste do país, na madrugada desta segunda-feira (15).

Zelinsky acusou o líder russo de agir de forma "cinética" ao lançar o ataque de grande escala poucas horas depois de ter conversado por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.