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Com fibra da Amazônia, Alice Carvalho leva a moda nacional ao Oscar

Para o tapete vermelho da premiação, a atriz investiu em um look da marca paraense Normando

Caroline Ferreira, da CNN Brasil
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A atriz Alice Carvalho, 29, levou a moda nacional para os olhos do mundo mais uma vez durante sua passagem pelo tapete vermelho do Oscar 2026, realizado na noite do último domingo (15), em Los Angeles.

Para a renomada premiação internacional, a brasileira que integra o elenco de "O Agente Secreto", apostou em um vestido feito sob medida pela marca paraense Normando, comandada pelo duo de estilistas Marco Normando e Emídio Contente.

 

O modelito artesanal que levou cerca de 100 horas execução também carregava uma narrativa de origem e território.

Todo o tecido escolhido é uma mistura de duas fibras cultivadas na Amazônia, a juta e malva amazônica, produzidas por diversas famílias nos estados do Amazonas e do Pará, sem uso de agrotóxicos ou pesticidas, com irrigação natural dos rios e igarapés da região.

Outro destaque ficou por conta de um broche Abya Yala - uma colaboração da marca com a OPVS, fazendo uma a Abya Yala, nome dado ao continente americano pelo povo Kuna, originário do Panamá, que significa “terra que floresce”, “terra viva” ou “terra madura”.

"Significa pertencimento e responsabilidade. Pertencimento porque eu me sinto parte de um momento histórico do audiovisual brasileiro, e isso é muito grandioso. E responsabilidade porque quando um filme ganha projeção, ele passa a carregar expectativas, discursos e símbolos", disse Alice à imprensa.

Para a atriz, ocupar o Oscar é uma forma de ampliar o alcance das narrativas brasileiras e reforçar a relevância de vozes diversas no cenário global. "Não é só sobre prêmio, é sobre abrir portas, ampliar o olhar sobre nossas histórias e criar mais espaço para diversidade de vozes", completou.

Após passar uma transformação no visual assinada por TRUSS Professional para dar vida a jogadora de futebol Marta nas telonas, Alice surgiu na cerimônia com as madeixas soltas e definidas.

"O que eu sinto é um amadurecimento. Os trabalhos mais recentes me colocaram em lugares de maior complexidade emocional e também de maior responsabilidade”, explicou.

Sem definir esse ciclo como uma virada brusca, Carvalho enxerga a própria caminhada como uma construção consistente, guiada por processo, sensibilidade e inquietação criativa. "Eu continuo com a mesma curiosidade e a mesma inquietação de antes", resume.

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