Espetáculo com José Loreto entra em seus últimos dias em SP; veja detalhes
"Ópera do Malandro" teve direção de Jorge Farjalla e adapta obra de Chico Buarque

Após quase dois meses em cartaz na capital paulista, o espetáculo “Ópera do Malandro – Musical” entra em sua reta final no Teatro Renault, em São Paulo, onde permanece em temporada até domingo (15).
A montagem inédita da obra de Chico Buarque, dirigida por Jorge Farjalla e com direção musical de Gui Leal, estreou em 23 de janeiro de 2026 e marcou o retorno de um dos grandes sucessos do teatro brasileiro aos palcos.
A produção celebra os quase 50 anos do texto original, reafirmando a importância da obra para o teatro musical no Brasil.
Na visão do diretor Farjalla, a montagem propõe uma releitura que dialoga com a peça que inspirou Chico Buarque, “A Ópera dos Três Vinténs”, de Bertolt Brecht, e incorpora referências do sincretismo popular da umbanda, aproximando as personagens das entidades do chamado “povo da rua”.
A proposta estética busca atualizar o texto e as canções, criando um espetáculo festivo e sensorial, que coloca o público em posição ativa dentro da narrativa.
A nova montagem reúne um elenco de destaque, encabeçado por José Loreto, no papel do contrabandista Max Overseas Navalha, e Carol Costa, como Teresinha.
O elenco conta ainda com Totia Meireles (Vitória Régia), Ernani Moraes (Fernandes de Duran), Amaury Lorenzo (Tigrão/Chaves), Valéria Barcellos (Geni), Andrezza Massei (Lúcia), Ana Luiza Ferreira (Fichinha) e Isaac Belfort (Barrabás), além de um grande conjunto de artistas que completam a companhia.
A trama acompanha Max, um contrabandista bem-sucedido que se casa secretamente com Teresinha, filha do poderoso casal Duran e Vitória Régia, donos de uma rede de bordéis e aspirantes à elite social.
Revoltados com o casamento, eles planejam derrubar o malandro. Em meio a esquemas ilegais, traições e disputas por poder — envolvendo inclusive o delegado Chaves, sócio de ambos — instala-se uma rede de corrupção e chantagens na qual cada personagem tenta tirar vantagem do outro.
Misturando crítica social, humor e algumas das canções mais emblemáticas de Chico Buarque, o espetáculo transforma a narrativa em uma celebração da brasilidade, da cultura popular e do folclore, trazendo para o palco elementos da umbanda e das tradições urbanas.
A montagem é uma realização da Palco 7 Produções, de Marco Griesi, e da Solo Entretenimento, de Daniella Griesi, que mantêm parceria com Jorge Farjalla desde a aclamada montagem de “O Mistério de Irma Vap” (2018–2022).
O trio também assinou “Brilho Eterno” (2022) e o sucesso “Clara Nunes, A Tal Guerreira – O Musical” (2024), que marcou a estreia de Vanessa da Mata no teatro musical e foi a primeira produção nacional a ocupar o palco do Teatro Renault.


