Estilista brasileira cria vestido com quase 3 mil figurinhas da Copa; veja

Peça conceitual nasceu de uma tradição familiar e transformou resíduos em arte

Giu Aya, da CNN Brasil
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A Copa do Mundo de 2026 inspirou uma criação inusitada da estilista gaúcha Aline Raguzzoni. Dona de um ateliê em Porto Alegre, ela confeccionou um vestido de noiva conceitual utilizando cerca de 2.890 papéis descartados das figurinhas do álbum oficial do torneio.

A ideia nasceu dentro de casa, enquanto Aline acompanhava a família colecionando e trocando figurinhas. Ao observar a grande quantidade de papéis que sobravam no verso dos cromos, conhecidos como liners, sendo descartados, ela enxergou a oportunidade de transformá-los em uma obra de arte.

Com a ajuda de seguidores e amigos, a estilista arrecadou cerca de três vezes mais liners do que precisava para o projeto. No fim, utilizou aproximadamente quase 3 mil unidades para confeccionar o vestido, que levou horas de experimentação, testes e montagem artesanal.

Segundo Aline, a inspiração não surgiu nas passarelas, mas justamente nas pequenas cenas do cotidiano vividas durante a Copa do Mundo. "Às vezes a inspiração não vem da passarela, ela vem da vida. O vestido não foi criado para seguir tendências. Foi criado para provar que a criatividade pode vestir o impossível", afirmou.

Ela contou que o projeto exigiu muita dedicação até chegar ao resultado final. "Foram horas de experimentação, técnica e muita paciência. Esse vestido não nasceu para criar tendência, mas para mostrar que a criatividade pode transformar lembrança em arte", declarou.

Apesar da aparência sofisticada, a estilista explica que a peça nunca teve a intenção de ser definitiva. Segundo ela, o vestido foi pensado como uma obra conceitual capaz de eternizar um momento vivido em família durante a Copa.

"Esse vestido não foi criado pra durar pra sempre, ele foi criado pra contar uma história, uma história sobre família, sobre criatividade, sobre transformar uma lembrança em obra, uma obra conceitual. O propósito então é inspirar enquanto existir", disse.

Aline também revelou que, quando o ciclo da peça chegar ao fim, ela será cuidadosamente desmontada para que todo o material seja descartado corretamente.

"Os liners vão ser destinados ao descarte correto, de forma consciente e responsável. Porque algumas criações não precisam existir pra sempre, elas precisam existir o tempo suficiente pra provocar e pra mostrar que a criatividade pode transformar até as memórias mais simples em algo extraordinário. E talvez seja exatamente isso que torna esse vestido tão especial", concluiu.

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Um post compartilhado por Aline Raguzzoni Atelier (@alineraguzzoniatelier)

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