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    Fashionistas recriam bolsa em versão microscópica menor que um grão de sal

    Após as botas vermelhas de desenho animado, o coletivo criativo MSCHF decidiu recriar bolsa da Louis Vuitton

    Bolsa microscópica da MSCHF é inspiração na "tote On The Go", da Louis Vuitton
    Bolsa microscópica da MSCHF é inspiração na "tote On The Go", da Louis Vuitton Reprodução/MSCHF/Instagram

    Caroline Ferreiracolaboração para a CNN

    São Paulo

    O coletivo de arte MSCHF, conhecido pelas “Big Red Boots”, sim, as famosas botas de desenho animado que roubaram os holofotes na Semana de Moda de Nova York, em fevereiro deste ano, está apostando em um novo item.

    Nesta quarta-feira (14), o grupo lançou uma bolsa de luxo tão pequena que só pode ser apreciada com a ajuda de um microscópio.

    A peça, intitulada de “Microscopic Handbag”, ou “Bolsa de Mão Microscópica”, em tradução livre, é uma recriação da clássica “tote bag On The Go”, lançada pela grife Louis Vuitton.

    O modelo, com dimensões de 657 x 222 x 700 micrômetros, é tão minúsculo que chega a ser menor que um grão de sal e é capaz de passar pelo buraco de uma agulha simples de costura, segundo as informações do jornal “The New York Times”.

    À distância, a bolsa parece um ponto fluorescente verde, mas, quando observada por meio das lentes de aumento, é possível notar que as alças são translúcidas e que o monograma foi traduzido fielmente na recriação.

    Uma crítica à indústria da moda

    Ao veículo, os artistas que assumem a criação, contam que optaram pelo modelo da marca italiana por conta do formato mais simples de ser reproduzido em tamanho microscópico.

    Inclusive, sua cor bem vibrante e a leve transparência também foram pensadas para torná-la mais visível sob a luz das lentes.

    Kevin Wiesner, diretor criativo da MSCHF, disse que a peça foi criada com o objetivo de criticar à indústria de moda, de questionar o motivo das bolsas serem cada vez menores e, com isso, perderem seu aspecto de praticidade para seguir o que é tendência.

    “Acho que a ‘bolsa’ é um objeto engraçado porque ela é derivada de algo que é extremamente funcional, mas se tornou basicamente uma joia”, disse ele ao acrescentar que a versão miniatura serve para “estender a tendência à sua conclusão lógica, tirando a utilidade da peça”. O que sobra? Apenas o logo.

    “Esta é a palavra final da miniaturização das bolsas”, justificou a MSCHF à imprensa americana.

    Tirando o design do papel

    Para confeccionar a peça, a MSCHF entrou em contato com um campo de ciência da biotecnologia. Aliás, muitos especialistas rejeitaram o pedido, relatou Kevin.

    “Porque você está entrando em uma cadeira de produção que fabrica stents [para o coração] e pedindo a eles para fazer uma escultura”, comentou ao “Times”.

    Até o momento, seu parceiro técnico se mantém anônimo. O que a empresa divulgou é que a bolsa é feita à base de resina, após passar por um processo de polimerização por absorção de dois fótons, descrito pelo veículo como uma espécie de impressão 3D para objetos microscópicos.

    Venda da bolsinha

    Embora não tenha nenhuma ligação com a grife francesa, a mini bolsa será leiloada ainda neste mês pelo “Just Phriends”, organizado pela casa de leilões de Pharrell Williams, o novo diretor criativo da linha masculina da Louis Vuitton.

    Apesar da ligação com Pharrell, Kevin disse ao jornal que não pediu permissão para usar o logo ou o design da Louis Vuitton.

    “Acreditamos em ‘pedir perdão, não permissão’. Pharrell ama grandes chapéus, então fizemos para ele uma bolsa incrivelmente pequena”, provocou.