Flor de quiabo e linho: o estilo de Zeca e Jorge Aragão em turnê
Ao lado de Alcione, os artistas sobem ao palco com a turnê batizada de "O Maior Encontro do Samba"
No início do mês, Alcione, 78, Jorge Aragão, 77, e Zeca Pagodinho, 67, deram início a turnê batizada de "O Maior Encontro do Samba".
Essa é a primeira vez que os três artistas dividem a mesma leva de apresentações, somando trajetórias que contribuem para a história do samba no Brasil.
Para o evento, a FARM Rio ficou responsável por assinar os figurinos de Jorge, Zeca e 16 musicistas do espetáculo, incluindo Pretinho da Serrinha.
A colaboração se conecta ao conceito anual da marca, As Cariocas, que celebra personagens, histórias e manifestações culturais que ajudam a construir e consolidar a identidade do Rio de Janeiro.
Segundo Nelson Camargo, diretor criativo da unidade que desenhou o figurino, a equipe levou a assinatura por meio do artesanato elegante, bem acabado, ao mesmo tempo que mantém o estilo de cada personalidade, com conforto, tendo nas fibras naturais a aposta para uma alfaiataria contemporânea.
Os figurinos trazem o protagonismo do linho como matéria-prima, com riqueza de detalhes artesanais, bordados manuais e elementos da natureza carregados de significados simbólicos.
A paleta de cores foi pensada para traduzir elegância e contemporaneidade, com destaque para o azul-turquesa presente no figurino de Zeca Pagodinho e os tons de marrom que marcam as peças de Jorge Aragão.
Entre os símbolos presentes nas peças, destaca-se a flor do quiabo, bordada especialmente nos figurinos de Zeca Pagodinho e Jorge Aragão. Popularmente associada à crença de que “quem come quiabo não pega feitiço”, ela surge como um amuleto costurado à narrativa visual dos cantores, evocando proteção.


Já nos looks dos músicos, os bordados de ramos de folha de louro aparecem como símbolo de honra, sabedoria e consagração coletiva dentro do universo do samba.
Historicamente associados às coroas dos mestres e dos vitoriosos, os louros atravessam o imaginário das escolas de samba como marca de respeito à ancestralidade e aos conhecimentos construídos na roda, no terreiro e na vivência popular.
Nas peças, o elemento surge como um signo de nobreza suburbana, celebrando os músicos como guardiões dessa tradição e carregando também uma camada de proteção e axé.
Confira os próximos shows:
- 19/9 - Brasília
- 31/10 - São Paulo (data extra)
- 07/11 - Curitiba
- 14/11 - Porto Alegre
- 28/11 - Belo Horizonte
- 19/12 - Salvador


