Menus na tela do smartphone e cabines para jantar: os restaurantes no pós-corona

Raissa Kasolowsky
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Com o relaxamento das medidas de lockdown, a vida social começa, aos poucos, a voltar a ser possível. Restaurantes, bares, apresentações e museus também acenam para a normalidade.

Ao tomar os primeiros e cuidadosos passos de volta ao mundo, no entanto, se descobrem transformações. Não há mais restaurantes com filas e tempo de espera. Agora, na era do coronavírus, o distanciamento social tornou o ato de comer fora de casa uma experiência muito diferente.

No Da Enzo, em Roma, garçons não oferecem mais os cardápios, mas apresentam um código escaneável. Os clientes apontam seus smartphones e um menu se abre na tela com as especialidades do dia.

Os companheiros de refeição -que morem na mesma casa, por favor- podem comer em torno de uma mesa à luz de velas dentro de uma cabine de vidro às margens de um canal em Amsterdã, um conceito que está sendo testado pelo restaurante ETEN.

 

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Está sentindo falta de sair para jantar durante a quarentena? Você não é o único. Por isso, um restaurante na Holanda encontrou uma solução. O Mediamatic ETEN, em Amsterdã, instalou pequenas estufas de vidro que comportam até três pessoas à beira dos canais da cidade. A ideia surgiu como alternativa para o funcionamento do restaurante em meio à pandemia do novo coronavírus, sem deixar de respeitar as medidas de distanciamento social. As cabines foram nomeadas como Serres Séparées ("estufas separadas", em francês), e só podem ser usadas por pessoas que moram na mesma residência. A estufa só poderá ser ocupada duas vezes pelos clientes em uma mesma noite, com os horários estabelecidos entre 18h e 20h30 e das 20h30 às 23h. Os funcionários usam luvas e um protetor facial para evitar o contágio. #CNNBrasil #Amsterdam #Coronavírus ? ??? Foto: Mediamatic ETEN/Divulgação

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Se isso não funcionar, os clientes podem tentar comer dentro de um abajur transparente criado pelo designer francês Christophe Gernigon para proprietários de restaurantes que queiram proteger seus frequentadores da Covid-19.

Os outros desenhos no mercado se assemelham a cabines de visitação em prisões, disse Gernigon, fato que o levou a criar o cilindro de plástico transparente que fica pendurado no teto do estabelecimento, uma cápsula em um formato muito semelhante ao de um abajur.